
Greves servem para incomodar, senão não serviriam de nada. Porém quando se entra de Greve ou você entra ou você não entra. No caso de quem trabalha com atendimento ao público ou você está de greve para todos ou você não está de greve, qualquer coisa fora disto é picaretagem.
A UnB entrou de greve justo no meu primeiro semestre, justo quando mais preciso de atendimento por conta de formatura e afins. A reivindicação dos funcionários é justíssima, mas o tratamento que tenho recebido não tem sido nada justo.Vários colegas meus estavam conseguindo atendimento e eu sempre esbarrava com funcionários de braços cruzados.
Depois de já ter tido problemas na SAA e no protocolo fui solicitar ao comando de greve uma autorização para entregar meu pedido de emissão de diploma no protocolo (pré-requisito para que os "grevistas" aceitassem o documento). Fiz a solicitação, aleguei que precisava apresentar documentos no emprego e tudo o mais. Me deram um prazo de retorno de um dia.
Duas semanas depois desisti de esperar e fui levar o documento para um colega que é funcionário da UnB tentar entregar sem carta mesmo. Ao sair de lá com o carro bati de ré num Palio que estava parado atrás. Os "grevistas" foram correndo pra cima de mim para pegar meus dados para passar para a dona do carro. Uma hora depois recebi ligações no meu celular com a cobrança do prejuízo. E qual não foi minha surpresa ao descobrir que a dona fazia parte do comando de greve?
Quando fui lá arcar com os "prejuízos" cobrei minha resposta do documento e finalmente o obtive. Ao olhar no carro a muler reclama que eu quebrei o farol dela. Olhei, liguei seta, luz alta e nada. Abri o capô, mexi nos cabos elétricos e tudo se acendeu. Problema resolvido.
Quando ao pedido, já havia conseguido entregar. A autorização do comando eu vou guardar pra lembrar das prioridades destes "grevistas".







