Nas últimas semanas saí desandando a soltar piadas sobre a candidatura da Dona Weslian via twitter e a retuitá-las quando vinham de outras pessoas. A maioria delas se referia à participação da candidata em debates como uma apresentação de stand-upcomedy.
Mas sempre me perguntava: afinal o que raios é uma stand-upcomedy?
A definição eu já sabia qual era: o cara se apresenta no palco sozinho e em pé e fica fazendo chistes com fatos e coisas do cotidiano. Olhando assim não parece nada diferente de qualquer conversa de botequim onde os convivas depois de chegarem ao fim da primeira garrafa já se sentem mais soltos para rir da vida. Mas só saber o que significa o termo não adianta de nada, afinal o termo e o tipo de espetáculo entrou definitivamente na moda sendo amplamente divulgado principalmente por humoristas como os do CQC e por novos personagens da cena teatral, então algo de diferente haveria de existir.
Ontem foi o dia de tirar a prova quando recebi o convite para a Terça Comédia da EightiesPub (sim, rola toda terça-feira) e ontem a atração principal seria o redator "global" de programas como A Grande Família e Os Caras de Pau, Cláudio Gonzaga. Além disso haveria o grupo Falando Nisso que, conforme disseram eles, se apresentam lá toda terça logo já devem ser figurinhas carimbadas do local e conhecido dos frequentadores habituais.
A apresentação não pode servir sozinha como parâmetro para avaliações do gênero, mas confesso a todos vocês: Ri, ri muito, até doer a barriga e ficar com dificuldades de respirar e digo com segurança que não me lembrava qual teria sido a última vez que isto teria me acontecido. Se a média de qualidade da apresentação do grupo for aquela que se vislumbrou ontem a atração semanal é recomendadíssima. Só fica o alerta para a facada que é a consumação dentro do local (uma longneck custa R$ 5,00, fora o couvert de R$ 10,00).
E uma noite como a de ontem ganha um tempero todo especial com uma companhia tão maravilhosa como a da Thuanne.
Eu e Thuanne
Pretendo agora ficar mais atento quando houver atrações do tipo para ter a exata noção do movimento, mas a proposta ficou bem mais clara e permitiu que eu a compreendesse e a aprovasse. Mas em palavras não dá para definir direito, só vendo mesmo. E vou maneirar nas piadas com relação a Dona Weslian para não ofender os comediantes.
De novo e novamente. Conseguiram de maneira mais forte do que na eleição anterior trazer à tona velhos preconceitos que se guardam por correntes políticas, e como na eleição anterior usa-se a religião com objetivos políticos. A diferença é que desta vez a questão virou o tema principal do discurso dos candidatos. Se em 2006, à luz da repercussão d'O Código Da Vinci, se falava de uma atuação secreta da Opus Dei na campanha (inclusive acusando Geraldo Alckmin de fazer parte da prelatura) agora o tema do debate se reduziu ao fato de a candidata DilmaRousseff (e todo o PT por tabela) ser favorável ao aborto.
Como jornalista é uma espécie que não sabe ser plural na temática - já que é polêmica que dá audiência - vários outros temas ficam escanteados como política externa, sistema carcerário, infraestrutura, entre outros que não dão ibope e nem tiram o ibope do adversário. E isso toma uma proporção perigosa quando nos lembramos que vivemos num estado laico, que o é assim porque o estado deve servir a todos independe da escolha da crença religiosa.
E o melhor (ou pior, dependendo do ponto de vista) é ver os candidatos irem a templos, igrejas e afins para tentar conquisar a simpatia dos fiéis, uma forma eficaz na cabeça do candidato já que para eles reuniões e declarações de apoio de líderes religiosos é garatia de que quem frequenta aquele templo vai votar em quem o líder indicar. É como conquistar votos no atacado, bem mais eficaz do que ficar indo de eleitor em eleitor pedindo votos.
Ontem, no debate da Band em que a candidata WeslianRoriz não compareceu, o candidato Agnelo Queiroz acabou por ter que passar por uma sabatina, e aí os jornalistas presentes puderam variar o tema. Se tivesse algum candidato ali dividindo a bancada com Agnelo fatalmente o debate acabaria descambando para a troca de acusações mútuas. Felizmente fomos salvos disso.
Diante de todo este cenário em que políticos estão mais preocupados em vencer e ter poder do que com os temas nacionais que necessitam de posicionamento e atenção, o humor impera e se esbalda como sempre faz com todo tema polêmico e de grande repercussão. Mas não me surpreenderia se a cabine de votação fosse mesmo como na foto acima.
Fui convocado novamente para trabalhar nas eleições sendo "rebaixado" para segundo mesário, sendo escalado para minha própria seção. Fui premiado com um dia em que em nenhum momento minha seção deixou de haver fila, e fila em eleição é sinônimo de confusão entre os eleitores. Graças a Deus eu não estava lá nas horas em que o quebra-pau rolou.
Andando pela madrugada do dia anterior descobri o modus operandi dos "militantes de aluguel" dos partidos para driblar a fiscalização de boca de urna: eles passam de carro na frente dos colégios eleitorais e jogam na rua as colas e santinhos do candidato. Alguns chegam a parar e jogar os papéis por cima do muro para cair dentro da escola. O resultado nós vimos quando chegamos para iniciar os trabalhos - o local estava uma imundície. E o pior é que muita gente ainda pega o santinho no chão e vota no porcalhão.
E acabou que terei que estar lá de volta no dia 31. Está confirmado o segundo turno tanto na disputa para presidente como para governador. Mas Dilma e Agnelo, com uma margem de votos folgadas não precisarão fazer muito esforço para serem eleitos. Aliás é até melhor que não façam muita força mesmo porque dependendo o efeito pode ser é negativo, ou seja, eles poderiam perder votos. Dilma é quem mais deve se preocupar pois terá a Veja, Folha e Estadão em seu encalço.
Já no Distrito Federal não há cientista político que arrisque qualquer prognóstico sobre a situação da eleição para governador. É fato que a substituição de Roriz por sua mulher é um fato novo e por isso mesmo não se sabe como será seu desempenhos nestas semanas de campanha. Mas do lado da campanha de Agnelo, mesmo com a votação confortavelmente inédita, é inevitável a ressureição de fantasmas do passado como o de 1998 quando Cristovam perdeu a eleição para um Roriz que criou um tipo humilde e ignorante para quye a massa beneficiária de lotes se identificasse com ele, ou seja, cair matando em cima de Dona Weslian pode ser um suicídio eleitoral. Agora que a campanha entrou no segundo turno toda cautela é necessária, mesmo se sabendo que só uma besteira enormemente monumental tiraria os votos que Agnelo conquistou no primeiro turno. Mas nunca se sabe né?
Na votação legislativa tivemos recordistas e quase recordistas. Para o Senado vitória folgada de Cristovam e Rollemberg, enquanto Abadia - mesmo que não fosse impugnada - não chega nem perto da vaga, sendo ultrapassada inclusive pelo seu companheiro de chapa Alberto Fraga. Na câmara federal o time do Lula deu um banho no time de Roriz: emplacou o deputado proporcionalmente mais votado do país e elegeu mais quatro junto com ele, enquanto o lado azul será representado pelos nanicos PMN e PR - ainda que uma destas vagas seja de Jaqueline Roriz acende-se o alerta em PSDB, DEM e até mesmo no PSC que não conseguiu eleger o escudeiro de Roriz, Laerte Bessa.
E a nova Câmara Legislativa ao que tudo indica vai ficar cada vez mais com cara de castelo de luxúrias. Houve um vento de mudança? Sim, houve, tão forte quanto uma criança de 4 anos soprando uma velinha de aniversário. Em resumo: com Agaciel Maia, Aylton Gomes, Benedito Domingos, Celina Leão, Liliane Roriz, Raimundo Ribeiro e cia. ilimitada preparem-se para mais um show de horrores nesta legislatura. E como desgraça pouca é bobagem o resultado está sub judice: o resultado final pode mudar dependendo da aplicação ou não da lei da ficha limpa e a entrada ou não dos votos de Benício Tavares.
E no resto de pindorama registre-se a lastimosa escolha dos paulistas pela figura de Tiririca para representá-los na Câmara, sua campanha foi tão engraçada quanto ridícula e mostrou o cúmulo a que chega o tal "voto de protesto" ao eleger um semi-analfabeto para um cargo tão importante. Rio de Janeiro e Paraná, não ficaram tão atrás ao elegerem Wagner Montes e Ratinho Júnior respectivamente. Enquanto no Nordeste figuras como Tasso Jereissati, Heráclito Fortes, Marco Maciel, Fernando Collor, César Borges, entre outros são reprovados nas urnas. Assim como Luciana Genro, que foi a oitava mais votada para deputado federal no RS mas não levou a vaga por conta do quociente eleitoral. Terra de contrastes.
Agora fiquemos na expectativa pelos debates. Eu particularmente fiquei com pena do Agnelo que não vai ter mais pra quem jogar a bomba de ter que perguntar alguma coisa a Dona Weslian.
Ontem meu colega-companheiro-de-kart-e-candidato-a-deputado-distrital Fabrício Rocha foi participar de um debate entre pré-distritais no Grande Colorado, região de Sobradinho. Segundo relatos do mesmo havia dois candidatos à reeleição: Raimundo Ribeiro e Raad Massouh. O primeiro saiu antes da hora, mas antes de sair pôde presenciar o segundo destratando uma espectadora que discordou de suas colocações sobre concurso na PM. Que engraçado, justamente os candidatos mais conhecidos e que já foram eleitos em outros pleitos é que cometem este tipo de gafe, e mesmo assim conseguem sair vitoriosos das urnas.
Isso faz qualquer um se questionar pela enésima vez o que é necessário para eleger um candidato, seja lá para qual cargo for. Usando de sarcasmo ontem, quando me veio a notícia do contratempo no debate respondi ao Fabrício: Desde quando um distrital se elege com idéias? Um distrital se elege é com dinheiro, e isso infelizmente ele (Raad) tem muito. E tem mesmo, Raad é dono de revendedoras de automóveis no SCIA (leia-se, Cidade do Automóvel) e vocês devem imaginar o quanto vender carro dá dinheiro no DF. Sim, podem considerar a Cidade do Automóvel um agradecimento do candidato Roriz (sempre ele) ao apoio ($$$) dado durante suas campanhas. A outra retribuição que Roriz ofereceu a estes empresários pode ser sentida até hoje quando andamos nos Agenores que ainda circulam no Distrito Federal. E se andar no transporte público é uma droga você faz o quê? Pois é.
Exemplos de casos de política (com trocadilho, por favor) são bem comuns, aparecem todo dia no noticiário ou simplesmente se escancaram por aí a ponto de um observador mais atento fazer aquela cara de "agora sim tudo faz sentido". E sem falsa modéstia acompanho o noticiário político há década e meia, por isto chego humildemente até vocês para oferecer meus serviços de consultoria eleitoral.
É isso mesmo aí que vocês leram.
E como é que funciona? Simples, disponilizarei meu formspring para que quem quiser pode entrar lá e me fazer perguntas sobre qualquer candidado que esteja disputando a eleição do DF. Qualquer um, independente de partido (ou de cor, a coisa mais ridícula que inventaram aqui) terá respostas sobre sua índole e seus projetos. Espero que isto sirva com uma ferramenta para ajudar os eleitores a escolher melhor seus candidatos, pois a última legislatura foi um verdadeiro desastre, além do que temos que fazer tudo que está ao nosso alcance para que quem vença seja aquele que tem o melhor dos compromisso e não aquele que investe mais na campanha.
Investimento direto ou indireto, se é que vocês me entendem.
Meu formspring é http://www.formspring.me/clebiojunior
Publicado Originalmente na Revista Fórum. Por Idelber Avelar.
Muita gente costuma dizer que o século XVIII terminou em 1789, que o século XIX terminou em 1914 e que o século XX terminou em 1991 (ou em 11/09/2001, segundo como se veja a coisa). Claro que não são afirmações a serem tomadas literalmente. São alegorias do movimento real da história.
É neste sentido, alegórico, não literal, que poderíamos dizer que no dia 05 de setembro de 2010, o jornal Folha de S. Paulo morreu no Twitter. Continuará existindo, claro, enquanto suas fontes de financiamento permitirem e enquanto existirem jornalistas dispostos, ou obrigados por necessidade, a se submeter àquilo. Mas ele morreu como veículo de comunicação ao qual se possa atribuir um mínimo farrapo de credibilidade.
O mote foi a assombrosamente mentirosa manchete de ontem, que não guardava qualquer relação com a verdade, ou sequer com a própria matéria: Consumidor pagou R$ 1 bi por falha de Dilma. Quem sabe ABC sobre política, concluiu na hora: a manchete não tinha nada a ver com informação. Era algo para Serra usar em seu programa. Como o jornal morreu, não tem sentido refutá-lo com fatos. Dilma já o fez com elegância:
No meio da tarde de ontem, o Flávio Gomes, especialista em automobilismo, lançou esta, a partir de uma tuitada do @eduu27: Vamos criar o #DilmaFactsByFolha. "Dilma serviu o café de Ronaldo no dia da final da Copa de 1998" via @eduu27. Logo a Cynara Menezes, este atleticano blogueiro e outros tuiteiros começamos a criar outras possíveis manchetes para que a Folha servisse de bandeja ao programa eleitoral do Serra. Sucediam-se hilárias tuitadas como:
@flaviogomes69: Dilma a padre no Sul: "Enche os balõezinhos que dá". #DilmaFactsByFolha
@Lau_Roces A Al-Qaeda era só um grupo de árabes nerds fãs de RPG e aeromodelismo. Até conhecerem a Dilma. #DilmaFactsbyFolha
@alexcastrolll Antes de Dilma mergulhar no Mar Morto, ele não estava nem doente! #DilmaFactsByFolha
@ocachete Folha Informa: Dilma cortou a cabeça do último Highlander #DilmaFactsByFolha
@tuliovianna Dilma embebedou o Jeremias #DilmaFactsByFolha
@ludelfuego Dilma Roussef atirou o pau no gato #DilmaFactsbyFolha
@botecoterapia O fuzil chama-se AK-47 por imposição da Dilma que vetou o AK-45. #DilmaFactsByFolha
@estadodecirco Dilma para John: "Querido, deixa eu te apresentar uma amiga, esta é a Yoko..." #DilmaFactsByFolha
@drrosinha: `Padre irlandês que agarrou maratonista brasileiro em Atenas era filiado ao PT` #DilmaFactsByFolha
@camilalpav Folha revela: Dilma seria dona do circo que separou Dumbo da mãe. #DilmaFactsByFolha
@rayssagon Dilma vendia Marlboro para bebê fumante. #DilmaFactsByFolha
@lelo13: Descoberta a identidade dá louca que gritava "Pedro, me dá meu chip": Era Dilma Rousseff #DilmaFactsByFolha
@la_simas Sociológo Demetrio Magnoli afirma que Dilma era o contato da VPR com os Panteras Negras #DilmaFactsbyFolha
@andersonscampos Repórteres da Folha apuraram junto a moradores do condomínio de Dilma que ela peida no elevador #DilmaFactsByFolha
@eduardohomem41 O Ministério da Saúde adverte: camisinhas da marca Dilma arrebentam! #dilmafactsbyfolha
@jeffrodri Dilma escreveu o rascunho do AI-5. Costa e Silva deu uma amenizada. #DilmaFactsByFolha
@iavelar Confirmado que Dilma é a autora das receitas médicas de Vanusa.
@iavelar Dilma disse a Bush: "em seis meses você resolve esse negócio no Iraque"
@iavelar Em Jerusalém, 1948, Dilma disse à ONU: "É só repartir isso aqui que dá tudo certo.
@iavelar Dilma disse ao Covas em 89: "chega lá em PoA e diz que torce pro Grêmio e pro Inter, os gaúchos adoram isso"
@iavelar Escavação da Folha revela: Dilma comprou vibrador com dinheiro do mensalão, seduziu Capitu e corneou Bentinho.
@iavelar Confirmado: Dilma Rousseff é culpada pela maior humilhação que a internet já impôs a um jornal
Para quem não conhece o Twitter: o caractere #, quando anteposto a qualquer palavra, a transforma numa “hashtag”, ou seja, num link que te permite encontrar todas as outras mensagens com o mesmo assunto, desde que o internauta se lembre de incluir o # colado à palavra. Programas como o Tweetdeck te permitem ler ao mesmo tempo, em três colunas, as atualizações daqueles a quem tu segues, as menções a ti mesmo por qualquer pessoa e todas as tuitadas que incluem uma determinada hashtag. Eu recomendo.
Em um par de horas, as tuitadas se sucediam numa velocidade frenética, que leitor nenhum conseguia ler na totalidade, com alusões a tudo, desde o Gênesis (Dilma criou intrigas entre Abel e Caim, por exemplo) até a Copa de 50 (Dilma levantou a saia e atrapalhou o goleiro Barbosa). Sem nenhuma coordenação, de forma espontânea e anárquica, sem qualquer orientação da campanha de Dilma ou participação de sua coordenação de internet, o #DilmafactsbyFolha ia subindo nos Trending Topics (a ferramenta que mede a popularidade de um determinado tema no Twitter) até chegar ao topo dos TT brasileiros e ao segundo lugar dos TTs mundiais. O importante site What the Trend repercutiu, com matéria em inglês. No começo da noite, eu já recebia emails de amigos norte-americanos e até o telefonema de um jornal dos EUA, perguntando: What`s #DilmaFactsbyFolha?
Era a Folha de S. Paulo humilhada no Twitter.
Evidentemente, a desonestidade da Folha permite que, na edição de segunda-feira, ela tenha ignorado dezenas ou centenas de milhares de tuitadas que correram o mundo virtual e foram comentadas em redações até aqui nos EUA, mas fizesse alusão a um tuíte de Roberto Jefferson. Tanta distração só pode ser culpa da Dilma.
PS: Se, depois desta, tu ainda não te animas a fazer uma conta no Twitter, eu não sei o que te dizer. Além de usar esta caixa para comentar o que queiras, façamos também duas coisas: selecionar alguns dos tuítes favoritos dos leitores do Biscoito (é só clicar na tag e ir descendo a página) e dirimir dúvidas para quem quer se juntar ao microblog e ainda não sabe como ele funciona. Se você ainda não me segue no Twitter, é só ir lá e clicar no "follow". Estou circulando notícias da campanha com certa regularidade por lá.
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Só para constar, eu não pretendo votar na Dilma, mas Este tipo de comportamento jornalísitco é lamentável independente do candidato prejudicado/apoiado. Eu mesmo lancei contribuições para o #DilmaFactsByFolha:
@clebiocvjr Dilma jogou sabão na pista de Congonhas quando o avião da TAM atravessou a pista e bateu.
@clebiocvjr Tancredo almoçou com Dilma no dia 14 de março de 1985. Horas depois ele foi internado
@clebiocvjr Dilma é investigada como mandante da morte de John Lennon.
E assim como o Avelar recomendo que criem uma conta no twitter, se você tiver tempo e saco para acompanhar, claro. E caso vocês criem ou já tenham uma conta lá convido-os a me seguir.
Considero um exagero considerar o fato como uma "desmoralização", mas que pegou mal para a Folha, ah isso pegou.
Já tem alguns dias que a campanha eleitoral começou. Aproveitei este meio tempo pra ficar zanzando por fóruns pela internet, ouvir comentários de botequim, ler propostas de candidatos, ver candidatos colocando suas fotos sorridentes na ruas, anotei o nome de alguns espertalhões que deram uma de João-Sem-Braço durante o período pré-eleição e fizeram propaganda descaradamente antecipada...
...E na última terça começou o horário eleitoral. Só para servir de constatação para o fato de que o cenário político brasileiro só faz involuir, nutrido principalmente pelo desinteresse da população em participar da vida política e social do país.
É, o período de observação continua, mas acho que já tenho condições de tomar algumas decisões e, dentro das mesmas, iniciar algumas ações.
A primeira e primordial de todas é: Este blog se posiciona absolutamente contra a candidatura de Roriz (e escrevo assim em vermelho, cor do blog, porque sei que isso deixa tanto ele próprio como seus apadrinhados e seus eleitores de curral vermelhos de raiva).
Não precisa fazer muito esforço para se posicionar assim, basta ser inteligente e/ou honesto e ético. Eu poderia colocar aqui quilômetros de motivos para que Roriz não recebesse um voto sequer mas estes já estão batidos o suficiente. Basta lembrar que em 2 décadas de coronelismo que fizeram Brasília andar pra trás no rumo do desenvolvimento de outras cidades Brasil afora. Quero dizer que posso afirmar com segurança que Brasília é uma cidade atrasada em todos os aspectos possíveis. Principalmente pela grande quantidade de gente burra e safada, condição principal para querer a volta de Roriz, que existe nesta cidade.
Sabendo que meu blog pode ser identificado tanto por "cabos eleitorais" como monitorado pelos apoiadores da campanha de Roriz responsáveis pela campanha digital estou disponibilizando uma página no Formspring para responder questionamentos, e posso garantir que respondo qualquer pergunta, dúvida, lamentação, reclamação, elogio, etc. Até mesmo palavras de baixo calão (mas responderei de maneira educada). Só condiciono a resposta ao óbvio, que se faça uma pergunta.
E por fim convoco a todos para promover um esforço para que Brasília siga um novo rumo em busca do desenvolvimento e da participação popular efetiva, seja lá qual caminho for escolhido.
Só é certo que não existe caminho elegendo Roriz, já são vinte anos em que esta cidade não evolui em saúde, transportes, segurança, educação, entre outros desses chavões muito usados em épocas como essa. É vinte anos é tempo suficiente para perceber isso não?
Contam até mesmo com perfis falsos para intervir na rede e buscar popularidade entre os seguidores
Ricardo Taffner
Mais um político está te seguindo no Twitter? Alguém te convidou para fazer parte do grupo de um candidato na internet? Um comentário que fez em um blog foi prontamente respondido por dezenas de apoiadores furiosos? Se isso está ocorrendo, você virou mais um alvo dos especialistas em redes sociais das campanhas eleitorais. Dois anos após a eleição de Barack Obama como presidente dos Estados Unidos, com um desempenho virtual de fazer inveja a qualquer político, a web continua sendo uma promessa nas disputas brasileiras.
Livros, manuais, cursos e workshops. De tudo tem sido feito para se ensinar como fazer os candidatos bombarem na rede. As estratégias são aplicadas com o objetivo de cooptar o maior número de eleitores, e de votos. Mas atenção, nem tudo é real. Perfis falsos, números de seguidores inflados, flash mobs* estratégicos e discussões planejadas são algumas das ferramentas usadas pelas equipes virtuais dos candidatos. A atividade se profissionalizou e diversas empresas oferecem os serviços.
Basta fazer a pesquisa em um site de buscas para descobrir algumas “soluções” para popularizar o nome de um candidato na internet. O site Marca Vista Marketing na Web promete aumentar o número de seguidores no Twitter pelo valor unitário de R$ 0,40. Mas a contratação só pode ser feita pelo mínimo de mil seguidores. Para tanto, a empresa envia um formulário a ser preenchido com o perfil do público alvo desejado. “A gente faz uma pesquisa dos concorrentes para avaliar o cenário e do tipo de pessoa que interessa ao cliente”, informa o atendente, por telefone. O negócio é discreto, com a promessa de que ninguém da rede suspeitará sobre a forma de captação.
Pacotes O site uSocial é um dos mais famosos na oferta desse tipo de serviço. Os pacotes são formados de acordo com as pretensões do candidato. Para adicionar mil seguidores em sete dias na conta do cliente o custo é de US$ 87, equivalente a R$ 152,77. Para se conquistar 100 mil seguidores é preciso ter mais tempo, 365 dias, e dinheiro, US$ 3.479, ou R$ 6.109,12.
Um especialista em campanhas no Distrito Federal explica como funcionam as estratégias eleitorais na rede mundial de computadores. Ele já prestou serviços para políticos brasilienses e prefere não se identificar. Segundo o profissional, as ações são divididas em duas etapas: monitoramento e intervenção.
Na primeira fase, são utilizados programas para identificar onde o nome do candidato é citado. Alguns buscadores automáticos, como o scup, fazem o levantamento nas redes sociais. O site cobra de R$ 500 a R$ 4 mil por mês, dependendo do volume a ser pesquisado. A navegação é simples. Basta cadastrar a palavra-chave desejada e a página retorna em tempo real todas as ocorrências. Uma equipe também trabalha no monitoramento de endereços mais específicos. “Fazemos a varredura permanente de 130 sites e blogs que mais interessam aos políticos de Brasília”, diz o especialista.
A segunda etapa é mais delicada. Depois de identificados a notícia ou o comentário sobre o candidato, pode ser necessário intervir. Essa tarefa é executada por dois tipos de “internautas”. “Pelos militantes voluntários, que atuam de forma orientada e planejada, ou por uma equipe contratada para movimentar a rede com perfis falsos”, afirma o marqueteiro. Segundo ele, é possível criar personagens na web, os chamados fakes, sem levantar suspeitas. “Temos personalidades famosas no Twitter e no Facebook que dialogam com um grande número de usuários.”
A criatividade pode ir além. Em certas ocasiões, os analistas de redes sociais criam verdadeiros debates nos espaços reservados para comentários dos blogs e sites noticiosos. Tanto os textos a favor quanto os contra são elaborados por uma mesma pessoa ou um mesmo grupo, que posta em perfis diferentes para demonstrar a “naturalidade” da troca de argumentos. “É preciso ser muito sutil para não ser desmascarado”, ensina outro especialista. Para encobrir os rastros, usam-se ferramentas para mascarar o endereço IP (internet protocol) do computador, que permite identificar a origem do acesso.
*Flashmobs: Manifestações rápidas e inusitadas de um grupo de pessoas em local público. A ação é combinada geralmente pela internet. Para causar mais impacto, as pessoas deixam o local na mesma velocidade com que chegaram.
Publicado originalmente no Correio Braziliense - 31/07/2010
Nesta minha vida já passei por sete eleições e dois plebiscitos, e, com o passar dos anos e do engajamento político, sempre me questionei (e acho que todos que tem interesse no assunto já se questionou também) o que levava as pessoas a escolher este ou aquele candidato, mesmo em democracias canhestras como a do Brasil. Aliás, principalmente no Brasil por motivos óbvios.
Antes de entrar no mérito de razões temos que lembrar quais as responsabilidades de nossos governantes, sem grandes aprofundamentos mesmo, aquelas coisas que são básicas a ponto de serem compreendidas até mesmo pelo menos instruído dos eleitores. Confiamos aos legisladores que elegemos (deputados e senadores) a elaboração de leis e políticas que regem nosso país e suas unidades da federação, além das destinações de orçamento. Ao presidente e aos governadores cabe a gestão e a execução (daí Poder Executivo) destas políticas, por meio de seus ministérios e secretarias.
Os eleitos, assim como qualquer pessoa que trabalha, vai tomar ações e decisões de acordo com suas convicções, suas ideologias (mesmo políticos corruptos são assim, mesmo que o que ele "acredite" seja ilegal). E aí políticas para saúde, segurança, trabalho, educação, transportes, saneamento, obras, assistência social, etc. ficam com a cara não só de quem ocupa o cargo do executivo, mas também do legislativo e, de certa forma do judiciário, seja criação de políticas, construção de estruturas ou superfaturamento e cobrança de propina.
Ou seja, antes de irmos às urnas nos dão três meses de campanha não à toa. É o tempo para os candidatos se divulgarem e dizerem o que pretendem (ou não) fazer caso sendo eleitos. E cabe a nós refletir e avaliar quais os projetos do cidadão, quais as bandeiras que ele levanta e quem mais está junto a ele (provavelmente são estas pessoas que estarão junto à pessoa depois de eleito). Se pudermos ter certeza que o candidato merece nossa confiança de que ele vai trabalhar seriamente pela população e pela cidade aí sim nos lhe honramos com nossos votos.
E este é um ponto crucialíssimo: elegemos pessoas que comandarão os destinos de nosso país, nosso estado, nossa cidade, então temos que pensar o que eles farão pelo coletivo, por todos nós.
Mas será que é com este pensamento que as pessoas vão às urnas no Brasil? Isso é tema para um outro texto.
Tirem as crianças da sala, da rua, de qualquer local de convívio público nos próximos 3 meses. Desde terça feira começou a campanha eleitoral deste ano, isto quer dizer que toda sorte de políticos e/ou aproveitadores estão à solta para lhe propor de tudo para conquistar o seu voto. Tudo? Não. Tudo menos propostas sérias.
Por mais que os candidatos estejam se revelando timidamente já dá pra perceber uma movimentação mais podre, alguns fatos ocorridos dão a entender que este ano teremos uma campanha que promete ser mais suja do que nos anos anteriores. Méritos para a caixa de pandora.
Por conta disso irão surgir muitos salvadores da pátria, bem como ninguém vai querer se assumir como membro do governo (os acontecimentos fazem com que ninguém admita q um dia trabalhou para o governo, em mesmo o governador). Ainda assim de um ano pra cá virou moda fazer propaganda antecipada e disfarçada, já que tal prática é proibida, se bem que quem segue regras no Brasil nunca coneguirá se eleger à nada.
Porém neste período estive atento a cada adesivo de carro, cada faixinha em balões, cada festinha, cada outdoor. Sei de cabeça todos aqueles que tentara burlar a lei eleitoral, e assim que cada um desses espertalhões sairem da toca pedindo votos incluirei aqui no blog, o nome e o partido do indíviduo neste post para pedir o favor a vocês, meus leitores - não votem nesses caras - se eles não respeitm leis básicas, imagine o que eles farão depois de eleitos?
Não sei pra vocês, mas pra mim já basta de caixa de pandora.
Peço que se vocês tiverem conhecimento de casos parecidos me comuniquem para apuração e posterior inclusão neste post.
Agora os vídeos da série de desenhos dos anos 80 presentes no meu canal do Youtube também podem ser vistos aqui no blog. É só conferir a página especial.
Tivemos alguns problemas no site e por isso disponibilizei aqui não só para assistir, mas também para quem quiser baixar os vídeos, reivindicação antiga de muitos mesmo com a popularização de programas de download de vídeos.
Para assistir a série no blog clique aqui.
Aqua Teen - O Esquadrão Força Total
Eles não são aquáticos, não são adolescentes, não são um esquadrão e nem são fortes, mas garantem muitas risadas sem serem apelativos. E agora a primeira temporada esta toda aqui disponível para quem quiser assistir.
Aqua Teen - O Esquadrão Força Total - A Seguir.
Brasiliense, 28 anos, ariano, busólogo, fã de Star Wars, de forró e de tantas outras coisas altamente complexas, não necessariamente nesta mesma ordem. Por isso sempre foi trabalhoso preencher esta parte.
O Lenço Encarnado tem como único objetivo a não definição de objetivos. Tal qual uma bandeira, que tremula ao gosto do vento e mesmo assim mantém sua imponência e significado, o blog deve ser livre para escrever aquilo que não permita que a vida continue imutável, assim como é imprescindível a que as pessoas leiam os textos aqui publicados e saiam tomando suas próprias conclusões sobre o mundo que nos cerca.
Conheça a "carta de princípios" do blog clicando aqui.