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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Procrastinação


Já devem ter percebido que o blog ficou um tempão sem atualizações.

Ultimamente tenho me envolvido em muitos projetos diferentes. Coisas novas estão sendo preparadas para 2010. Além disso a Serenata de Natal está em sua reta final de apresentações aí fica difícil parar no PC para pensar em algo. Inclusive quando paro fico com preguiça de escrever aqui no blog só de pensar que me acostumei a escrever textos longos e não queria quebrar esta linha.

Aliás tenho sentido que espaços como este blog já não se adequam mais ao estilo da internet atual. A informação tem que ser passada de forma mais ágil e a tendência é que tudo se dilua em pequenas idéias lançadas em grandes quantidades. Este é um dos motivos do sucesso que o twitter faz atualmente.

O blog não sofre ameaças de nenhuma natureza. Contraditoriamente dezembro é um mês de muitas tarefas que resultam em menos posts, mas em outra mão as idéias se tornam mais férteis.

Para este ano que está chegando teremos novidades. É tudo o que posso dizer. Até lá aguardem as coisas boas que vês por aí.

sábado, 25 de setembro de 2010

Por um dia


Por um dia ignorei os alertas temerosos daqueles que diziam que eu não deveria gastar tanta grana em algo que só duraria uma noite, ignorei e adquiri meu ingresso para o show do Scorpions no Nilson Nelson.

Por um dia lembrei que esta seria a última oportunidade de vê-los tocando diante de meus olhos (está é a turnê de despedida), depois de ter perdido tantas oportunidades. Lembrar os outros deste fato não serviu para comover muita gente próxima.

Por um dia fiquei ouvindo, no rádio, no som, no computador, só as músicas do grupo alemão. Quase cinquenta anos de estrada, noves fora substituições de integrantes não é para qualquer um.

Por um dia saí mais cedo do ensaio da Serenata de Natal (que por sinal ainda está com suas inscrições abertas) que já estava periclitantemente se prolongando a ponto de ameaçar minha chegada ao ginásio em tempo hábil.

Por um dia vi filas gigantescas e ameaçadoras formadas em volta do ginásio, pois os geniais organizadores utilizaram apenas duas entradas para o público que iria para a arquibancada superior mesmo o local possuindo doze entradas disponíveis. E por um dia enfrentei meia hora de fila para conseguir adentrar no recinto.

Por um dia, vi o maior palco já montado no Nilson Nelson (sim, não fui em muitos shows por lá) e me acomodei em cima de uma das entradas ao lado de dois serenateiros que lá encontrei. O local se mostraria providencial para o registro do evento.


Por um dia os integrantes do Scorpions fizeram um show espetacular, mostrando que a idade não afeta a performance dos músicos que ali se apresentavam e levantavam a multidão embalada por Wind of Change, inebriada com velhos sucessos das várias décadas pelas quais a banda passou.

Por um dia também percebi que se quiser gravar o show devo sair de perto de gente desafinada.



Por um dia eu saí de um show onde, ao comer um cachorro quente básico do lado de fora do ginásio conheço o Sr. James, com muitos shows como aquele na bagagem - incluindo o primeiro Rock in Rio conforme ingresso guardado na carteira e exibido pelo mesmo. Este senhor levou a filha Jennifer, de 19 anos, para o primeiro grande show da vida dela. Eles iam voltar para Taguatinga mas não haviam mais ônibus circulando por ali.

Por um dia ofereci carona aos dois e ao longo do caminho fui ouvindo histórias sobre shows antológicos ocorridos não só na capital federal, mas também em outras cidades Brasil afora. Depois de deixar, primeiro a filha na casa da mãe e depois o pai em casa, segui meu caminho rumo ao sono dos vitoriosos.

Por um dia saí do Nilson Nelson ainda com voz (estou ficando treinado nisso) mas com a certeza de que o show valeu cada centavo dispendido para comprar o ingresso. A lógica é a seguinte, o innresso é caro? É, mas o que você vivencia você leva (e registra) para a vida inteira, e perpetua estes feitos por diversar plagas por onde passar.

Azar de quem não quis vivenciar este dia. Por um dia.

domingo, 19 de setembro de 2010

Is this the end?


- Então acabou?
- Sim. Acabou.
- E você fala isso assim ?
- Assim como ?
- Como se não tivesse acontecido nada. Como se ao invés de termos ficado meses juntos com você dizendo que me amava, você estivesse me perguntado as horas…

(via dreamsdoesntdie)

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Cadeira fria


Este último fim de semana estava sendo chamado de "o dia em que Brasília parou". Tudo isto porque realizou-se o "tão sonhado" concurso do MPU, com provas nos dois dias (sábado e domingo) e cargos de nível médio e superior. Falou-se em mais de 700.000 inscritos disputando um número próximo das seiscentas vagas, isso dá quase 1.300 candidatos por vaga(!).

Nas rodas de conversa na cidade não se falava em outra coisa, e se você falasse que não ia fazer todos te olhavam com cara feia. "Folgado", "desocupado", "marajá", provavelmente pensavam alguns. Em resumo se você não foi fazer a prova das duas uma: ou você não quer nada com a vida - algo que as pessoas condenam - ou você está bem de vida, endinheirado, etc. - o que estranhamente as pessoas também condenam porque possuem a mentalidade de que quem consegue ter uma boa renda e boas posses só o consegue de maneira espúria, não o faz de maneira árdua, batalhando todo dia na labuta como esse povo que faz cursinho até de madrugada se matando nos livros fazem. Isso porque esse mesmo pessoal trabalhou o dia inteiro e ganhou somente a merreca para pagar a mensalidade do "preparatório".

Isso me lembra uma coisa. Sim, eu sou um concursado. De nível médio mas sou. Sim, fiz prova para assumir o cargo que estou hoje. Mas confesso a todos aqui que, para o espanto daqueles que trabalham para sustentar o Gran Cursos, eu não estudei nada ou quase nada para fazer estas provas, e olha que já assumi três cargos que exigiam concurso. Provas? Devo ter feito umas cinco ou seis em uma década e a mais emblemática foi a primeira - BRB, 2001 - porque foi a única que paguei cursinho para me preparar a prova. Fui desclassificado por ter negativado a prova de inglês.

Seis meses depois houve o concurso do Banco do Brasil. Só peguei a apostila do BRB e reli. Passei.

E depois de tomar posse percebi nos locais de trabalho por onde passei outro fenômeno deste início de século: a alta rotatividade do quadro de pessoal. Exemplo disso é uma das agências onde trabalhei no BB, onde eu via que metade dos que trabalhavam lá quando cheguei foram embora antes de eu sair de lá, chegava a ser engraçada a quantidade anormal de despedidas que se faziam para cada funcionário que ia embora. Hoje, passados exatos três anos de minha saída descubro que só há lá uma ou duas pessoas que trabalhavam lá quando eu saí, e nenhuma delas estava quando eu entrei. Isso quer dizer que dificilmente as pessoas esquentam a cadeira no local de trabalho, eu mesmo às vezes via gente que estava trabalhando comigo da sala do lado e eu não sabia, ou o fulano que de um dia para o outro pediu as contas e foi embora sem avisar.

Isto tudo é o retrato do que virou o concurso público no Brasil e principalmente em sua capital: uma verdadeira indústria, a ponto de o rorizento já sair por aí prometendo criar a bolsa-concurso caso seja eleito. É claro, este setor tem movimentado muita grana, seja para organizadores como o Cespe como para cursinhos preparatórios que ganham rios de dinheiros com o temor de um mau desempenho e a manutenção de vidas ditas medíocres - sim, é a velha lógica do capitalismo de que sua vida não está boa e que por isto você tem que gastar, comprar, investir, etc. para mudar para uma vida um pouco mais boa, mas não completa pois você precisa sempre viver de tentar melhorar sua vida. As empresas vivem disso.

Só resta torcer para que chegue o dia que as pessoas acordem desta vida de mediocridade e percebam que há vida além do concurso, que existem mil maneiras de vencer na vida com ações voltadas para o empreendedorismo que chega a ser bem mais recompensadoras. Mas o brasileiro, teimoso e esperto (no mau sentido) que é quer mais é viver na mamata para ganhar muito dinheiro fazendo pouco esforço.

E depois se envergonhando de dizer isso para não ser taxado de marajá, pode?

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

A noite dos anjos


Tenho me descoberto como um boêmio praticante, mas no bom sentido. Não sou dos que bebem desenfreadamente até sair do bar trocando as pernas, porém quando estou à noite acompanhando o ambiente à minha volta às vezes me sinto transportado para um livro de Jorge Amado ou a algum conto de Nelson Rodrigues para que se tenha uma idéia dos tipos de situações que se apresentam.

Quem frequenta o e vivencia o ambiente noturno sabe bem, mesmo quando se chega num barzinho sozinho você encontra pessoas das mais diferentes espécies com diferentes histórias de vida. Nesta grande reunião não programada (só é programada com os amigos que estão na mesa), o álcool se encarrega de fazer as mentes pegarem no tranco de modo que se possa raciocinar melhor sobre diversas coisas, dinamizando a conversa. Este estado etílico acaba por transformar as pessoas em grandes sábios, notáveis debatedores em um simpósio de excluídos dos círculos acadêmicos conceituados.

Entre umas e outras surgem "os onipresentes", aqueles que mesmo quando você reveza os bares que você costuma frequentar você sabe que eles estarão lá lhe esperando para lhe oferecer alguma coisa. Eles são na maioria vendedores como Tararau, o mais famoso deles, que vende incensos pelos bares da cidade. Tem também a mulher que "olha a sorte!", a vendedora de sabonetes de diversos formatos (alguns impublicáveis), a vendedora de sachês perfumados, tem de tudo, tem até uma que se veste de oncinha vendendo doces(!). E, entre todas estas figuras, há os panfleteiros de festa, que incrivelmente surgem todos juntos como numa manada, esparramando papel sobre a mesa ddos frequentadores do lugar. Destruição generalizada de árvore.

Na capital federal devem haver peculiaridades que não existem em outras cidades. É comum o movimento dos servidores que saem da Esplanada e se espalham por happy hours asas afora. Mas tão grande quanto esta debandada é a que acontece às quintas feiras com universitários - muitos só tem aula de segunda a quinta, principalmente na UnB, aí a quinta a noite se tranforma na porta de entrada do fim de semana. As comerciais do meio da Asa Norte são tomadas por nuvens de meninos e meninas com aspectos que acabaram de largar os cadernos e são recém inciados na vida boêmia. Não são como aqueles convictos que chega possuem cadeira numerada no balcão do bar, esses hoje são mais fáceis de encontrar nas letras dos sambas de antigamente.

Mas eles estão por aí dando o ar da sua graça, fazendo com que o ambiente tenha a graça das músicas de Chico Buarque e Adoniran Barbosa. Feliz do estabelecimento etílico que pode contar com estes anjos em busca de uma maior descontração para a vida. Enquanto isso vou apreciando esta nova "velha" vida e colecionando novas histórias para dividir com os outros.

domingo, 15 de agosto de 2010

Boemia (sem acento circunflexo)

Não preciso mais disso.

Em fevereiro passou-se mais um carnaval e eu estava nesta cidade morta para o Rei Momo. Por conta disso tinha jurado a mim mesmo que passaria um bom tempo curtindo uma reclusão em que cortaria contato com meio mundo e me dedicaria a mim mesmo e, no máximo, a alguns colegas mais chegados que foram testemunhas deste meu desejo. Porém como boa vítima da Lei de Murphy não demorou uma semana para que aparecesse uma menina ma minha vida par me tentar a não cumprir o que havia prometido para mim mesmo.

Passou-se o tempo, ela veio me engambelando jogando charme mesmo sem vontade alguma de querer algo sério por circunstancias passadas. Mas o idiota aqui se iludiu assim mesmo e ela foi embora sem demonstrar nenhuma preocupação com o sentimento que ela cativou em mim, simplesmente fez que não era com ela e foi embora, jogando os ensinamentos de Saint-Éxupery no lixo.

Infelizmente é preciso estes tombos na nossa vida para que percebamos que ela não é algo que devamos levar a sério. O que eu estou querendo dizer é que se você acredita que a sua vida pode ser certinha e que você pode confiar nas pessoas que elas acreditam nos mesmos dogmas mesmo que lhe digam que acreditam... esqueça, ou sua desilusão será mais forte.

Passei dias sofrendo sozinho por conta de alguem que estava cagando e andando para mim (senão não acreditaria que quando se enjoa de alguém dá-se um pé na bunda do outro sem remorso algum)e precisei retomar algumas coisas de antes dessa pessoa ter invadido minha vida.

Em fevereiro ia ao forró todo fim de semana e acompanhava o Santa Cruz na campanha (boa) do campeonato pernambucano. Hoje decidi retomar essa rotina e fui agraciado tanto com o forró de qualidade quanto com uma vitória do Terror do Nordeste.

Voltei pra casa sozinho (nem ficar com ninguém fiquei) mas só de sentir o cheiro perfumado das mulheres com quem dancei impregnado na minha roupa me senti flutuando em uma sensação de leveza pelo caminho. E pensar que havia cogitado abandonar essa sensação por conta de alguém que pouco se importava comigo.

Posso até agrdecer por ter podido voltar a viver uma vida de admiração pelas coisas boas sem ter que dar satisfação a quem não merece, mas sei que estas palavras vão incomodar algumas pessoas. Bom azar de quem se sentir incomodado, pois não me preocupo mais com quem quer me iludir com promessas de companheirismo.

E sigo forrozeando e vibrando com o Santinha, regando sempre com a melhor cerveja.

***

Atualização: Em certa ocasião a pessoa havia pedido que eu escrevesse algo no blog em homenagem a ela. Tardou mas o texto saiu, do jeito que a pessoa merecia no fim das contas.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

O que você pensa das eleições? - Parte 1


Nesta minha vida já passei por sete eleições e dois plebiscitos, e, com o passar dos anos e do engajamento político, sempre me questionei (e acho que todos que tem interesse no assunto já se questionou também) o que levava as pessoas a escolher este ou aquele candidato, mesmo em democracias canhestras como a do Brasil. Aliás, principalmente no Brasil por motivos óbvios.

Antes de entrar no mérito de razões temos que lembrar quais as responsabilidades de nossos governantes, sem grandes aprofundamentos mesmo, aquelas coisas que são básicas a ponto de serem compreendidas até mesmo pelo menos instruído dos eleitores. Confiamos aos legisladores que elegemos (deputados e senadores) a elaboração de leis e políticas que regem nosso país e suas unidades da federação, além das destinações de orçamento. Ao presidente e aos governadores cabe a gestão e a execução (daí Poder Executivo) destas políticas, por meio de seus ministérios e secretarias.

Os eleitos, assim como qualquer pessoa que trabalha, vai tomar ações e decisões de acordo com suas convicções, suas ideologias (mesmo políticos corruptos são assim, mesmo que o que ele "acredite" seja ilegal). E aí políticas para saúde, segurança, trabalho, educação, transportes, saneamento, obras, assistência social, etc. ficam com a cara não só de quem ocupa o cargo do executivo, mas também do legislativo e, de certa forma do judiciário, seja criação de políticas, construção de estruturas ou superfaturamento e cobrança de propina.

Ou seja, antes de irmos às urnas nos dão três meses de campanha não à toa. É o tempo para os candidatos se divulgarem e dizerem o que pretendem (ou não) fazer caso sendo eleitos. E cabe a nós refletir e avaliar quais os projetos do cidadão, quais as bandeiras que ele levanta e quem mais está junto a ele (provavelmente são estas pessoas que estarão junto à pessoa depois de eleito). Se pudermos ter certeza que o candidato merece nossa confiança de que ele vai trabalhar seriamente pela população e pela cidade aí sim nos lhe honramos com nossos votos.

E este é um ponto crucialíssimo: elegemos pessoas que comandarão os destinos de nosso país, nosso estado, nossa cidade, então temos que pensar o que eles farão pelo coletivo, por todos nós.

Mas será que é com este pensamento que as pessoas vão às urnas no Brasil? Isso é tema para um outro texto.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

O adeus da Rodoferroviária

Perto da aposentadoria.

Vou me permitir falar de você com a intimidade de quem conviveu com você por tantos anos, por mais tempo do que muita gente que julga merecer atenção.

Lembro de seus primeiros momentos. Você apresentava o viço daquelas que queriam se apresentar úteis e eficientes. Aí os anos foram se passando e a relação com o público foi se desgastando, fazendo com que todos passassem a te ver com maus olhos, como se você fosse alguém desprezível.

Agora falando dos momentos que passei.

Quando era novo você era sinônimo de viajar, e viagem para mim sempre foi sinônimo de diversão, aventura, descobrir lugares novos. Naquela época se embarcava no subsolo, coisa que acho que só acontecia aqui em Brasília, e desde aquela época havia uma característica marcante: os ônibus parados em fila, tendo que balizar para estacionar.

Rodoferroviária na década de 80.

Aí passou a ser proibido parar no subsolo (muita fumaça em local fechado) e os ônibus passaram a parar em cima, onde os trens, agora desativados, paravam. Mesmo assim você não perdeu esse ar de inovadora.

O tempo passou a cobrar tanto descaso que tiveram contigo, e muitas modificações aconteceram para adequá-la do jeito que desse ao novo milênio. E foi neste novo milênio que despertei para um novo passatempo: a busologia Conheci pessoas que cultivavam o mesmo gosto peo ônibus (vai saber se não foi por conta de teus tempos áureos também). E onde foi que este grupo começou a se reunir? E qual era o local preferido para este mesmo grupo se encontrar sempre. Era comum aproveitar s sextas de grande movimento para contemplar os novos ônibus que você recebia.

Construiram um novo prédio para te substituir. Lá cabem mais ônibus e tudo cheira a modernidade. Mas lá nunca haverá o charme que tu tiveste na década de 80 e parte dos 90.Além disto a estrutura lá montada mostra o descaso e o desinteresse deles com o transporte no Brasil, fazendo um terminal em que se vê várias estruturas com cara de "feita de qualquer jeito" e que com o tempo cobrarão por terem sido feitas às pressas. Você não, mesmo não sendo perfeita (onde já se viu ônibus embarcar de lado?), tens a grife de Oscar Niemeyer, poucas edificações no mundo podem se orgulhar disso.

Hoje fecharás tuas portas para os passageiros, mas saiba que os momentos passados ficarão para sempre na memória e nas tantas fotos tiradas ao longo do tempo.

E saiba, em seu dia derradeiro, que Brasília não deixava de receber dignamente seus visitantes por tua causa. A culpa é daqueles que se omitiram de cuidar de ti.

Agora descanse Rodoferroviária, você merece.

Rodoferroviária em seu último dia de trabalho.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Visões de Brasília (IX)


O céu de Brasília é preenchido por um azul gigante, que parece não ter fim.



Quer dizer, ele tem um fim sim, no fim da tarde quando as outras cores chegam.

domingo, 2 de maio de 2010

Filosofia de banheiro

Simples e direta.


Foto tirada na parede de um dos banheiros da UnB.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Minha citação ao Dia da Mulher


Todo ano são feitas inúmeras loas às mulheres no dia 8 de março. Coisa que já ficou comum demais.

Tão comum como todos os textos de hoje em dia que endeusam a mulher pura, delicada e batalhadora e satanizam o homem vil, abrutalhado e ignorante. E ai de quem questionar este maniqueísmo. Machistas, atrasados, invejosos dirão alguns(mas), mas sobre isso discorrerei num momento mais oportuno.

E como é costume deste espaço querer remar contra a maré vou fazer os meus agradecimentos alusivos ao Dia Internacional da Mulher.

Quero fazer um agradecimento especial a todas as mulheres fúteis, falsas, mentirosas e que se acham mais do que os(as) outros(as) (não necessariamente nesta mesma ordem) que em um dia qualquer já cruzaram a minha vida. Elas integram o que eu chamo de jardim das rosas podres, aquelas flores que um dia deveriam ter sido entregues mas não quiseram, não puderam ou não mereciam ser recebidas, então é como se as tivesse jogado num canto até que um dia a dona a pegue para cuidar.

Já quem se interessa em pegar sua rosa sempre a terá bonita e viçosa.

Sim, pode parecer estranho citar mulheres assim, mas se não fossem as mulheres deste tipo não daria tanto valor às mulheres especiais que fazem parte da minha vida, das quais não vou citar nomes aqui por uma questão de privacidade e também para não causar ciumeira caso alguma delas não seja listada aqui.

Apenas me pergunte e eu lhe direi, ou nem isso, talvez você já saiba que é especial.

E justamente por isso já merece os meus parabéns pelo seu dia.

Para aquelas que estão no meu coração as rosas nunca murcham.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Futuro do pretérito

Desde que o mundo é mundo ficamos especulando como será o futuro, de como viveremos, se estaremos melhor ou pior, se teremos uma vida de tranquilidade ou um cenário apocalíptico. Aliás, o próprio livro do Apocalipse da Bíblia Sagrada é um reflexo de nossas eternas indagações.

Já parou para pensar como, há 20 ou 30 anos atrás, imaginávamos como seria o mundo no ano 2000? O próprio algarismo durante todo o século XX foi sinônimo de um futuro moderno e automatizado, ou vai me dizer que nunca passou pela sua cabeça que teríamos nos dias atuais uma vida semelhante a dos Jetsons.

Agora, se neste período que eu elenquei muitos dos prognósticos pareceriam hoje uma grande piada, como será que nossos tatáravôs do início do século passado imaginavam como seria o ano 2000?

A Biblioteca Nacional da França tem uma colecção de gravuras feitas em 1910, que retratam o que seria a vida no ano de 2000. Confiram:

Bombeiros voadores.

Patins motorizados como sapatos.

Barbeiros autômatos (ninguém nem imaginava gilete naquela época).

"Ultraleves" e dirigíveis no lugar de carros.

Mensagens por fonógrafo (nada de e-mail).

Drive-thru para os "ultraleves" ali de cima.

Notícias também viriam pelo fonógrafo (TV full HD? Não me faça rir). Mesmo assim os jornais impressos vingaram.

Videoconferências (nisso eles acertaram), mas você usaria um vestido desses há 10 anos atrás?

Em vez de peões de obras as construções teriam robôs no melhor estilo fordiano.

O professor joga os livros, a máquina os lê e os alunos se limitam a ouvir - diretamente de 1984.

E, finalmente, quem precisa de shopping se seu alfaiate terá a mais alta tecnologia para fazer suas roupas?

Impressionante. E você ainda ficava zoando os Jetsons.

Meus agradecimentos à Kelly Triacca pelas imagens.

***

Atualização: Durante esta semana estarei viajando, farei o possível para manter o blog atualizado, mas por este período peço compreensão caso o blog acabe ficando mais parado. Depois do dia 8 retomaremos normalmente.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Aaaaaaahhh... Coração Alado!


Como disse no post anterior, quero passar agora por um período sabático, resguardando algumas exceções.

Para servir de trilha sonora para esta fase acabei me deparando com esta canção de Raimundo Fagner, Noturno, primeira música do álbum Beleza, de 1979, e que foi tema de abertura da novela Coração Alado, exibida no ano seguinte.

Descobri por aí que ele começou a fazer sucesso aqui em Brasília e daí estourou pro Brasil inteiro, vejam vocês.



Tentarei colocar o vídeo inclusive no lugar onde aí ao lado aparece O Rancho da Goiabada, mas até agora não obtive sucesso.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

É de fazer chorar...

Bacalhau do Batata: marca registrada da quarta-feira de cinzas.

"...Quando o dia amanhece
E obriga o frevo a acabar
Óh quarta-feira ingrata
Chega tão depressa
Só pra contrariar"

E chegou a quarta-feira de cinzas. A festa e a folia acabaram, a apuração no Rio já acabou e somos obrigados a voltar a nossa rotina de sempre, de maneira mais rotineira do que antes do carnaval.

Quero dar os parabéns à turma do Galinho de Brasília que fez um caraval de arrepiar quem seguiu a frevioca e provando que Brasília tem potencial para dar mais fôlego aos seus dias de momo se trabalahdo com afinco, contrariando as previsões apocalípticas de depois dos acontecimentos de 2008.

Deu pra perceber que a tendência dos próximos carnavais é a profusão e o crescimento dos blocos e troças carnavalescas que tenham um mínimo de personalidade para atrair os foliões, isso vai demandar uma nova onda de criatividade tal qual comentei no texto pré-carnaval.

Iniciada a quaresma vou procurar iniciar um periodo de reclusão forçada. Será um exercício para purificar minha mente, acalmar meus ânimos e promover uma espécie de seleção natural no meu círculo de amizades, ou seja, apenas os mais chegados MESMO terão algum contato comigo, o resto é resto, se quiser me procura e eu ainda penso se dou atenção.

Agora com licença que vou tomar o meu chopinho, disso não abro mão.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

A chuva, os garis e o jornalista


O ano de 2010 começou pegando fogo, ou melhor dizendo, água. Pra falar a verdade já tem bem uns dois meses que a gente abre o noticiário e ouve o tempo todo notícias sobre enchentes, alagamentos, mortes, prejuízos, desbrigados por causa da chuva, etc. Em um período de um ano rolou no RS, em SC, no MA, no PI, em SP, no RJ, em MG e isso só o que eu me lembro de cabeça.

Me chamou a atenção uma entrevista em que uma pessoa, vítima dos deslizamentos de terra em Angra dos Reis, fala o seguinte: "Quando a gente achou que conseguiu encontrar um equilíbrio de trabalho, vizinhança, de amizade. O ritmo de uma tragédia desse tipo, a gente tá pensando na cicatriz que vai ficar, não sei por quanto tempo."

Faltou o equilíbrio com a natureza, não que seja culpa da pessoa, mas por conta do ser humano em geral que vive sem interagir com o seu meio.

Temporais a parte, com certeza o assunto mais comentado na internet estes dias foi a declaração (com revelação involuntária) do Boris Casoy a respeito dos garis. O caso ocorreu ao apagar das luzes de 2009, veio a tona no primeiro dia de 2010 mas só foi difundido internet afora depois da ressaca do reveillon, já na última segunda. Aí já fiquei meio receoso de deixar o episódio passar em branco aqui neste espaço.

A profissão de gari, assim como todas as profissões de servente em geral, fazem com que a pessoa praticamente fique invisível aos olhos da sociedade. Muitos estudos, dissertações, e teses já abordaram o assunto, comprovando a pesquisadores que tais pessoas dificilmente são notadas mesmo por pessoas conhecidas, a ponto de um simples "bom dia" virar motivo de grande alegria.

O que ocorreu com Boris foi um momento que deixou evidente não só a visão dele com relação aos garis, mas a visão de muita gente que se acha superior às outras mesmo que involuntariamente. E fruto de uma estrutura de classes que classifica o gari como uma profissão para os párias da sociedade - lembro que meu pai falava que quando meu irmãos mais velhos demonstravam pouco interesse nos estudos apontava para um caminhão de lixo que estivesse passando como que apontado para eles o destino que estaria sendo reservado a eles.

Tencionei até entrevistar um gari para coletar impressões sobre o episódio entre os principais afetados mas esbarrei na possibilidade de que o mesmo não soubesse o que aconteceu e acabasse por causar um constrangimento involuntário. Vou acabar deixando este ponto em aberto.

Como o assunto já está quase se exaurindo vou encerrando por aqui, também por se fosse para falar de tudo que está em debate por aí este texto ficaria quilométrico. Mas deixarei a questão da entrevista também em aberto para todos opinarem se vale a pena dar prosseguimento e tentar formatar soluções se for o caso. É a hora inclusive de uma participação maior dos colegas jornalistas (né Sil) neste assunto.

Peço então a todos: dêem um bom dia involuntário para as pessoas, independente da profissão delas, ou seja, tanto para o vizinho no elevador como para aquele que está varrendo a rua, pois isto não é demérito algum.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

2010?


2009 está se encerrando e eu aqui trabalhando e ouvindo A Cor do Som enquanto Brasília vive o clima de abandono no estilo "o último que sair (da cidade) apaga a luz".

Fato que passou despercebido foi que o blog está fazendo seu primeiro aniversário esta semana. Mas tal fato pelo menos ocorre do jeito como eu queria: discreto, sem alardes.

Porém, e é nesse ponto que quero chegar, tinha planos para o blog quando chegasse esta data. Queria mudar o visual para a virada, mas esse é mais um daqueles planos que fazemos e que são postergados ad eternum. Como meu plano (também eterno) de aprender a tocar baixo.

Quantos planos concretizamos em 2009? Quantos vamos cair na besteira de fazer em 2010 sabendo que daqui a 3 dias já os teremos esquecido todos?

O bom mesmo da data de hoje são as previsões. E como ano que vem é ano de copa e de eleição aí é que os videntes e pais de santo vão fazer a festa. Ano passado uma previsão que me chamou a atenção no fim das contas se concretizou.

Quanto as previsões que estão mais em evidência no dia de hoje obviamente são aquelas que respondem às duas perguntas mais óbvias de 2010. Vou colocá-las aqui para posterior conferência:
  • O Brasil será o campeão da copa, a Espanha corre por fora;
  • Dilma será eleita presidente.
Para mim parecem previsões meio óbvias, típicas de quem está com medo de errar. O jeito é voltar aqui no ano que vem e fazer uma análise mais profunda.

Lembre-se que o ano novo só será feliz se nós fizermos por onde. Então que mereçamos um feliz 2010.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Serenata eterna


Custei a recuperar minhas forças e arranjar inspiração para voltar a escrever aqui no blog porque tinha um dever "moral e cívico" de falar alguma coisa sobre a Serenata.

Mas dizer o quê depois do texto da Bia?

Sei lá, às vezes copmplementar, já que fui citado.

Se um dia a Serenata de Natal precisaria passar por privações, este dia chegou já há algum tempo. É besteira esconder que o coro minguou de uns anos pra cá - quando eu entrei enchíamos cinco ônibus, hoje dá pouco mais que um - e por conta disso o grupo precisou muitas vezes se adaptar à nova realidade.

Aliás, adaptação é a palavra que deve nortear quem estiver a frente da mesma daqui pra frente, mesmo que o coro volte a engrossar.

Com certeza o que mais me marcou na edição deste ano foi, de uma hora pra outra, me ver à frente dos ensaios passando a música aos coralistas, ou conduzindo os mesmo durante uma apresentação: muitas diga-se de passagem. E fiz tudo isso admitindo que não me considerava pronto para assumir tal responsabilidade.

Independente das muitas pedras nas quais tropecei nesta epopéia serenatal posso dizer que este foi um ano de muito, mas muito aprendizado mesmo. E de engrandecimento como pessoa. Aprendi a me relacionar melhor com as pessoas e a buscar a última energia que está lá no fundo de todos nós para que nunca desistamos de nossos desejos.

Reger a Serenata para mim foi muito mais do que mexer os braços, foi um exercício de motivação.

Acabei ficand omarcado pela insistência em colocar Bom Natal no repretório da apresentação toda vez que eu ia lá pra frente, mas é como eu disse, é uma música linda, que sempre me marcou e que traz uma emoção que eu sempre queria passar para todos, coralistas e platéia.

Só no último dia me decepcionei, me decepcionei porque não pude agradecer a todos aqueles que fizeram desta uma Serenata vitoriosa, resiliente. Me decepcionei também porque nenhum elogio era suficiente para demonstrar o carinho que eu tinha por todas aquelas carinhas sorridentes que nos ajudaram a tornar aquele momento realidade.

Pra variar, na última quadra, não contive o choro ao cumprimentar todos aqueles que estiveram junto da gente nos últimos quatro meses, porque para a maioria seria o último cumprimento do ano - depois só em agosto do ano que vem e olhe lá.

Agradecimentos? Deixa eu ver... Aos colegas de organização (Artur, Juliana, Nilo e Simone, além do Léo e da Dal), aos colegas de regência (Dashiell, Gabriel, Karen, Moisés e Ronaldo) e a todos os coralistas que foram bravos nos grandes momentos e compreensivos nos difíceis.

Muito obrigado por este Natal!
E muito obrigado por esta chance de viver para ver outro Natal!
E nos trinta anos cantem conosco!

Eu vou estar lá, e vocês?

Quem quiser ver a galeria com as fotos das carinhas da Serenata clique aqui.
Como não couberam todas numa página só coloquei algumas na página do ano passado. Depois unificarei as duas.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

O mundo anda muito louco...

Alguém aí empresta uma lanterna?

Eu cheguei aqui para comentar o episódio da menina da Uniban que... bom, se eu for explicar o ocorrido vou acabar tomando partido de uma das partes de acordo com as palavras que usar. Então deixo vocês com um link para um artigo escrito pelo Flávio Gomes.

De um dia pro outro o assunto mudou completamente, e num piscar de olhos (ou seria de luzes) metade do Brasil e o Paraguai estavam às escuras.

No momento do ocorrido estava na UnB e senti as luzes começarem a falhar, o chamado "pico de energia". Cheguei a comentar com uma colega minha na hora que a luz estava ameaçando acabar.

Não acabou, pelo menos não ali. Ao cheghar em casa me deparo com o noticiário informando do apagão que assolou praticamente o país inteiro, com informações desencontradas dizendo vagamente as cidades e estados sem energia. Mostrando incessantemente São Paulo e Rio às escuras (como se não houvesse mais nada no país para mostrar).

O mais engraçado é que os jogos da Série B, até onde sei, correram normalmente. Só um jogo foi afetado e foi aqui em Brasília, que foi um dos estados menos afetados. Brasiliense e São Caetano se enfrentaram hoje e o jogo terminou 2 x 2.

O mais engraçado é a pressa que o governo teve em desvincular a queda de energia com o racionamento de 2001. Mais uma demonstração de que este povo pensa mais em se manter no poder do que em trabalhar pelo país.

Este ano já tivemos a queda do avião da Air France, a morte de Michael Jackson, a crise no Senado e o golpe em Honduras, e isso é o que eu me lembro. Agora teve o vestido da menina da Uniban e o apagão. Como será que este ano vai acabar?

***

Atualização: Eu ia ficar quieto, mas já que provocaram... pelo visto vai ser bem iluminado.

Mas tudo bem, não tenho pressa.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

O que o muro tem para nos ensinar

É muita gente!

Hoje faz vinte anos que uma falha de comunicação desembocou num símbolo de mudança.

A Alemanha vinha de uma divisão que já durava quarenta anos entre o oeste capitalista e o leste comunista. Para conter a grande migração de alemães orientais para o lado ocidental foi erguido o Muro de Berlim, que segurou este êxodo até aquele dia.

Aquele dia. O dia 9 de novembro. Neste dia foi anunciada pela TV uma decisão de abolir as restrições de viagens de alemães orientais para o Oeste. O povo interpretou aquilo como uma permissão para passar para o outro lado e começou a se aglomerar em frente aos postos de fronteira gritando palavras de ordem para que abrissem passagem para a multidão. Os guardas, que ainda não haviam sido instruídos sobre como proceder quanto a decisão anunciada horas antes, se viram num dilema: abrir os postos ou abrir fogo contra àquela quantidade enorme de gente que só fazia aumentar?

Optou-se pelo primeiro e a partir daí a Alemanhã começou a se unir, acima de qualquer ideologia, seja capitalista, seja comunista.

Desde que findou a segunda guerra mundial e procedeu-se com a divisão da administração do que sobrou da Alemanha os dois blocos, de capitalistas e comunistas, usaram sempre que puderam o território alemão - e principalmente Berlim - como massa de manobra para fazer pressão contra o outro lado. Eventos históricos a parte (quem quiser pode começar a pesquisar aqui), culminou-se na construção do muro por iniciativa do lado comunista.

Alemanha Ocidental - Alemanha Oriental

Os meios de comunicação em geral tendem a criar um maniqueísmo entre a Almanha Ocidental capitalista democrática e boa e a Alemanha Oriental comunista tirânica e má. Não vejo desta maneira. Nehum dos dois lados estava certo ou errado, nem é melhor ou pior do que o outro. Existem muitas nuances que são ignoradas e só a disputa política a nível mundial explica a existência do muro, afinal de contas se americanos e alemães ocidentais tivessem achado ruim a construção do muro eles simplesmente iam lá e derrubavam por iniciativa única deles.

E o que dizer do muro que divide EUA e México? E o entre Israel e a Cisjordânia (como o mundo dá voltas) que ninguém comenta? O moro caiu, mas se ergueram outros, numa prova de que a humanidade não aprende mesmo.

Enfim, o que quero ilustrar, acima de qualquer posição, é a força do povo na hora de querer reivindicar o direito de atravessar o muro, o que deixou os soldados incumbidos de deter tal avanço completamente sem ação.

Por fim decidiu-se abrir. Falou mais alto o bom senso de não tentar promover um genocídio que seria condenado por todo o planeta.

Se em todos os cantos do globo as pessoas deixassem em casa o pensamento individualista de ganhar na vida passando, se necessário, por cima dos outros, e se unissem assim para reivindicar melhorias e vontades coletivas de toda espécie, aí sim o povo mostraria sua verdadeira força e a democracia existiria em sua plenitude.

Os "ossies" se uniram para derrubar o muro. Tá certo que foi para poderem curtir a festa do consumismo no lado ocidental, mas pelo menos se uniram. O coletivo apareceu naquele dia, e quando uma grande multidão quer algo à força não há quem a detenha.

Que aquelas pessoas que se uniram naquele novembro de 1989 nos ensinem a sair do comodismo de nossas cadeiras de escritório. Eles levaram 28 anos. Quanto tempo nós levaremos?

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Romântico incorrigível


Tentarei ser breve, mesmo porque creio que o assunto não exija muitas palavras.

Tenho andado desanimado com a vida estes dias, por motivos que prefiro não escrever aqui.

Isto não é novidade. Não é a primeira vez e nem vai ser a última que fico assim.

Mas muitas vezes, e talvez nesta última também tenha sido assim, isso vem por frustações. E frustações vêm quando criamos expectativas que não se cumprem.

E aí é que está meu problema. Tenho o hábito de ver e imaginar as coisas de uma maneira muito romantizada, idealizada. É quase como se houvesse um script que define o que é normal de acontecer e o que não é.

Por várias vezes disse a mim mesmo que seria mais racional, menos passional. Que não voltaria a criar mais expectativas quanto às pessoas. Mas não tem jeito, eu não aprendo, eu sou o que escrevi aí em cima no título e, por isso, vivo de me dar mal.

Mas hoje já estou melhor, mais feliz, mais confiante, e escrevi este post pensando em pessoas que às vezes, se sentem assim.