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sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Os intocáveis


Esta vai para a série "porque que eu nunca havia parado pra assistir esse filme antes?"

Ontem assiti o clássico dos anos 80: "Os Intocáveis" filme que conta a trajetória de Eliott Ness (Kevin Costner) na tentativa de captura de Al Capone (Robert de Niro). Não fica muito atrás de cenas de "Tropa de Elite" e conta "somente" com trilha sonora de Ennio Morricone, autor de trilhas de vários clássicos que envolvem mocinhos e bandidos com tiroteio pra todo lado (sim, e Western Spaghetti também).

E tem Sean Connery, como poderia deixar de citar?

Enfim, fiquem com a trilha sonora do filme para ver se desperta em vocês a vontade de (re)ver o filme.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

sábado, 25 de setembro de 2010

Por um dia


Por um dia ignorei os alertas temerosos daqueles que diziam que eu não deveria gastar tanta grana em algo que só duraria uma noite, ignorei e adquiri meu ingresso para o show do Scorpions no Nilson Nelson.

Por um dia lembrei que esta seria a última oportunidade de vê-los tocando diante de meus olhos (está é a turnê de despedida), depois de ter perdido tantas oportunidades. Lembrar os outros deste fato não serviu para comover muita gente próxima.

Por um dia fiquei ouvindo, no rádio, no som, no computador, só as músicas do grupo alemão. Quase cinquenta anos de estrada, noves fora substituições de integrantes não é para qualquer um.

Por um dia saí mais cedo do ensaio da Serenata de Natal (que por sinal ainda está com suas inscrições abertas) que já estava periclitantemente se prolongando a ponto de ameaçar minha chegada ao ginásio em tempo hábil.

Por um dia vi filas gigantescas e ameaçadoras formadas em volta do ginásio, pois os geniais organizadores utilizaram apenas duas entradas para o público que iria para a arquibancada superior mesmo o local possuindo doze entradas disponíveis. E por um dia enfrentei meia hora de fila para conseguir adentrar no recinto.

Por um dia, vi o maior palco já montado no Nilson Nelson (sim, não fui em muitos shows por lá) e me acomodei em cima de uma das entradas ao lado de dois serenateiros que lá encontrei. O local se mostraria providencial para o registro do evento.


Por um dia os integrantes do Scorpions fizeram um show espetacular, mostrando que a idade não afeta a performance dos músicos que ali se apresentavam e levantavam a multidão embalada por Wind of Change, inebriada com velhos sucessos das várias décadas pelas quais a banda passou.

Por um dia também percebi que se quiser gravar o show devo sair de perto de gente desafinada.



Por um dia eu saí de um show onde, ao comer um cachorro quente básico do lado de fora do ginásio conheço o Sr. James, com muitos shows como aquele na bagagem - incluindo o primeiro Rock in Rio conforme ingresso guardado na carteira e exibido pelo mesmo. Este senhor levou a filha Jennifer, de 19 anos, para o primeiro grande show da vida dela. Eles iam voltar para Taguatinga mas não haviam mais ônibus circulando por ali.

Por um dia ofereci carona aos dois e ao longo do caminho fui ouvindo histórias sobre shows antológicos ocorridos não só na capital federal, mas também em outras cidades Brasil afora. Depois de deixar, primeiro a filha na casa da mãe e depois o pai em casa, segui meu caminho rumo ao sono dos vitoriosos.

Por um dia saí do Nilson Nelson ainda com voz (estou ficando treinado nisso) mas com a certeza de que o show valeu cada centavo dispendido para comprar o ingresso. A lógica é a seguinte, o innresso é caro? É, mas o que você vivencia você leva (e registra) para a vida inteira, e perpetua estes feitos por diversar plagas por onde passar.

Azar de quem não quis vivenciar este dia. Por um dia.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Serenata de Natal - 30 anos

Foto da edição do último jubileu, em 2005.


Este é um ano de celebração para a Serenata de Natal. O coral está entrando em sua 30ª edição.

E é com grande prazer que a Organização da Serenata de Natal Ano 30 anuncia a abertura do período de inscrições!

Desde 1º de setembro, todos aqueles que quiserem participar de uma iniciativa cultural e solidária, uma tradição da nossa jovem Capital, estão convidados a visitar o site http://www.serenatadenatal.org/ e se inscrever!

Convidem seus amigos que nunca cantaram na Serenata, chamem aquele coralista que não vemos há tempos. Vamos juntos fazer da Serenata de Natal Ano 30 uma bela comemoração!

A inscrição também pode ser feita a partir de hoje nos postos de inscrição em pontos culturais da cidade:

- Açougue Cultural T-Bone (312 Norte);
- Senhoritas Café (408 Norte);
- Café com Letras (203 Sul);
- Caldo Fino (410 Norte) e
- Pizzaria Dom Bosco (107 Sul).

Nos dias 13 a 17 e 20 a 24 de setembro, teremos um posto na Entrada Sul do ICC (“UDFinho”). No dia 24 de setembro pela manhã, estaremos no evento “Recepção aos Calouros”, promovido pela UnB no Centro Comunitário.

Enfim, oportunidade para se inscrever não vai faltar. Participem!

Em 2010, CANTEM CONOSCO!

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Scorpions - Wind of Change



Hoje recebi a grata notícia de que a banda Scorpions fará show aqui em Brasília no Nilson Nelson.

Para quem não conhece a banda digo que esta é uma oportunidade excelente para fazê-lo. Tenho informações de que esta se trata da turnê de despedida do grupo: depois disso só comprando CD ou baixando MP3, o que todos sabemos que não é a mesma coisa.

Scorpions é a típica banda que todo mundo que tem pelo menos 20 anos conhece as músicas mas não liga nome à pessoa, por isto coloquei este clip clássico de Wind of Change para familiarizar os incautos.

Para quem quiser ir o ingresso mais barato está custando setenta dinheiros, pelo show o preço ainda está em conta. Vou ali quebrar o porquinho e nos encontramos lá no dia 26.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

"Clipes do Fantástico" - Esses Moços (Pobres Moços)



Fica a Dica.

Mais uma para a série de Clipes do Fantástico, com oferecimento de Seu Ronca.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Adoniran e Elis


Pra vocês se convencerem de que vivemos numa época medíocre.

sábado, 31 de julho de 2010

Agora eu sei



O blog vai entrar em um recesso sabático.

Sem mais.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Contraponto

Kleiton, Clébio e Kledir.

Vários fatos, recentes ou não, se entrelaçaram neste 9 de junho último, uma quarta-feira. E tudo por conta de um show, o da dupla Kleiton & Kledir. É o terceiro show deles que prestigio mas prestigiaria mais uns 10 iguais se me for permitido. E parece que se formou um ritual para assistir estes dois toda vez que se apresentam por estas plagas.

Mas antes de falar qualquer coisa, um momento de flashback.

Ano passado havia escrito um texto afirmando como me sentia desconfortável ao encontrar celebridades em geral por aí. Tudo que eu não queria era chegar um milímetro que fosse perto de parecer com aquelas tietes descontroladas que acabam virando um inconveniente. Graças a Deus (ou não) já tive contato com poucas pessoas famosas, e as que conheci, aí sim posso dar graças a Deus, se tornaram uma experiência positiva.

Aí em conversa com a Sil dois dias depois do show ela me falou das histórias que ela já viveu com o Kleiton - dando ênfase a última - e de como ela tinha vontade de escrever sobre elas mas sentia receio de as pessoas acharem que ela estivesse querendo se exibir. Talvez seja um pouco do que eu também sinto em situações como esta. Aí sugeri que ela fosse soltando as histórias aos pouquinhos, à medida em que as ocasiões surgissem como é o caso agora, ou então usar o blog do fã-clube para registrar as histórias e para que elas ficassem para aqueles que se interessariam pelas mesmas - os fãs da dupla como ela.

O engraçado é que desta vez eu não estou passando o mesmo perrengue pela qual ela passou antes de escrever sobre o chullo. Diferente do ano passado em que me senti sem graça tanto na presença do Thedy Corrêa quanto para escrever sobre isto, desta vez escrevo estas palavras da mesma maneira como me senti quando entrei pela primeira vez no camarim para tirar fotos das meninas depois do show da quarta: tranquilo, tranquilo. isso mesmo depois de a minha camisa do Brasil de Pelotas ter causado supresa ao Kledir (só não ficou claro se boa ou ruim, hehehe).

Como falei, este foi o terceiro show que assisti, talvez por isto me senti muito mais à vontade quando entrei no camarim para falar com os "guris", e quando você entra com pessoas que já são chegadas dos dois fica mais fácil ainda.

Mas o show só foi o que foi, claro que também pelo desempenho dos dois no palco, mas ele se tornou mais especial por conta das companhias que tive durante à noite, tanto da Vera e da Camila (que me apresentaram o excelente e monstruoso Xis Gaúcho - não clique neste link se você estiver morrendo de fome como eu fiquei agora só de lembrar) como da Sil, do Humberto e da Fabiana. No fim uma foto elogiada por todos que a viram (não sei porque, não achei que ela tivesse nada de mais) e a expectativa da Expotchê do ano que vem. Quem será que virá? Tomara que não seja o Humberto Gessinger de novo, fontes seguras me contaram que ele é uma pessoa muito antipática, e de gente assim quero distância.

Bom, seja lá quem for espero que não me cortem nenhuma música das que eu gosto no repertório.

Que injustiça! Cortaram logo "Nem pensar".

Humberto, Silvana e Kleiton.

Essa é para ficar pra sempre.

Vera, Camila e eu.

Apresento a vocês o Xis Gaúcho.

Fã Clube Corpo e Alma.

sábado, 20 de março de 2010

Nova sessão - "Clipes do Fantástico" - Alguém me disse


Bom senhores, com a colaboração de Seu Ronca aos poucos vou recheando novamente o blog com músicas especiais (ou não), até ficar parecendo a finada sessão de clipes do Fantástico. Sendo assim está criada a sessão "Clipes do Fantástico".

E o nome está entre aspas porque não necessariamente o clipe passou no Fantástico. Apesar de que o clipe de abertura, esse sim, passou.

E não vou cair na besteira óbvia de colocar o clipe do Raul Seixas para abrir este novo espaço. A música abaixo inclusive vai direcionada diretamente para o Jardim das Rosas Podres.

A música fez parte da trilha sonora de Tieta, o que lhe garantiu um relativo sucesso na época. É uma versão de uma música muito antiga que já foi gravada por diversos cantores tamanha a qualidade da composição dos versos e da melodia - este arranjo mesmo ficou especialmente maravilhoso além de casar certinho (pelo menos na minha opinião) com a voz marcante de Gal Costa.

Com vocês, Alguém me Disse.



Esta música ficou martelando ontem o dia inteirona minha cabeça, deve ser tendência.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Aaaaaaahhh... Coração Alado!


Como disse no post anterior, quero passar agora por um período sabático, resguardando algumas exceções.

Para servir de trilha sonora para esta fase acabei me deparando com esta canção de Raimundo Fagner, Noturno, primeira música do álbum Beleza, de 1979, e que foi tema de abertura da novela Coração Alado, exibida no ano seguinte.

Descobri por aí que ele começou a fazer sucesso aqui em Brasília e daí estourou pro Brasil inteiro, vejam vocês.



Tentarei colocar o vídeo inclusive no lugar onde aí ao lado aparece O Rancho da Goiabada, mas até agora não obtive sucesso.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Dinheiro fácil


O título pode parecer propaganda de financeira que empresta dinheiro a prazos de perder de vista.

Mas na verdade o título remete a uma música de uma banda que fez muito sucesso na década de 80 e que hoje em dia faz parte daquelas músicas que as pessoas ouvem, dizem que conhecem (ou acham familiar) mas não sabem dizer quem está tocando e cantando.

E, quem diria, uma banda tão pouco conhecida pelo brasileiro médio tem algumas marcas interessantes:
  • A banda já vendeu mais de trinta milhões de discos.
  • Foi a primeira banda a contribuir para a disseminação do compact-disc, devido ao seu enorme sucesso em países como Inglaterra (seu país de origem), Estados Unidos e Austrália
  • Seu vocalista e lider, Mark Knopfler (que dizem ter uma voz anasalada tipo Bob Dylan, mas eu não acho qe parece), é considerado um dos artistas mais bem sucedidos da história.
Eu estou falando do Dire Straits, banda que foi febre em meados da década de 80 e que ainda é cultuada por quem é daquela geração, e até por quem não é também pois os arranjos do grupo são incrivelmente marcantes. Uma banda que, em meio ao momento em que o punk rock pesado dos anos setenta estava em alta, trouxe um som mais leve, puxado um pouco pro country e para as origens do próprio rock, e que agradou em cheio.

Se Sultains of Swing e a mais famosa e Walk of Life é a mais marcante, a mais simbólica da banda não poderia ser outra que não aquela cujo clipe foi o primeiro a ser exibido na MTV britânica e o que mais foi exibido na MTV americana (por que será?).



Money for Nothing

Mais oitentista impossível, ainda mais com esses bonecos que parecem saidos do primitivo tira-teima da copa de 86.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Rock'n Roll Doctor (III)

Mais ilustrações do colega Pablo Gomes.

Rita Lee

Chico Science

Raul Seixas

Para conhecer mais do seu trabalho clique aqui.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Rock'n Roll Doctor (II)

Mais ilustrações do colega Pablo Gomes.

Joey Ramone

Elvis Presley

Angus Young

Para conhecer mais do seu trabalho clique aqui.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Rock'n Roll Doctor

Ilustrações (geniais) do colega Pablo Gomes.

Jimi Hendrix

Ozzy Osbourne

Gene Simmons

Para conhecer mais do seu trabalho clique aqui.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Eu vi a Legião Urbana tocar em Brasília - Parte 1


Não, esse vídeo aí, como você puderam ver, é do Sepultura.

Mas quem achou estranho o título e está neste momento do outro lado cobrando uma explicação peço que aguarde mais um pouco. Além disso quero vender meu peixe deixando todo mundo com a pulga atrás da orelha.

Neste último fim de semana houve mais uma edição do Porão do Rock. O festival deste ano prometia muito por conta de suas novidades. A principal delas: o evento passou para a Esplanada, e agora seria de graça, resgatando um pouco do antigo espírito do Porão.

O primeiro dia - sábado, dia 19/09 - foi dedicado ao rock mais pesado. Apesar de não ser o tipo de música que eu gosto de ficar ouvindo por aí acho interessante assistir a shows de death metal & cia. É verdade que assisto meio como se estivesse em um estudo antropológico, admito, mas acho interessante, desde que seja num lugar aberto como foi no Porão. Shows assim em locais mais fechados não devem formar um ambiente dos mais salubres.

Infelizmente não rolou o que eu imaginava neste dia, mas rolaram algumas coisas interessantes.

Primeiro: fui esperar uma colega minha, que ia levar uma colega dela, para irmos para o Porão. Como elas estavam presas numa reunião fiquei esperando elas numa quadra cheia de barzinhos. Parei naquele que eu fui mais com a cara e sentei no balcão para matar o tempo. Futebol na TV, mais gente aparecendo e aparentando uma mobilização para o festival, puxo papo com a turma, puxo papo com uma menina legal...

Aí chega minha colega e nos dirigimos pra Esplanada. Aquela cena clássica de show de graça - aglomeração de gente, palco iluminado, profusão de barraquinhas de cachorro quente, trânsito lento e por aí vai. A diferença é que desta vez parece mais um velório do que um evento musical, haja vista todos estarem vestidos de preto. É a típica "festa estranha com gente esquisita".

Tinha mais coisa estranha, o local mais parecia um camping juvenil do que um show de qualquer coisa. Claro que tinham bandas tocando e tudo o mais, mas se você perguntasse pro povo quem é que estava no palco ninguém saberia responder, aliás, o povo ficava conversando, passeando, bebendo, o show mesmo que é bom era só um mero detalhe.

Falando em detalhe teve outro que me chamou a atenção. Me disseram que haveriam duas atrações internacionais, só que não me lembrava do nome das mesmas. Foi só quando uma delas foi anunciada que lembrei o nome de uma - Eagles of the Death Metal - e pelo nome e pelo fato de ser estrangeiro o negócio prometia esquentar. Quem sabe agora o povo não acordava.

Que nada! O marasmo continuou muito em parte graças a banda, que de death metal não tinha nada, parecia mais um new wave das antigas. E o vocalista, que parecia o Leôncio do Pica Pau, ainda tentou puxar papo com o público (obviamente em vão, já que a galera não entende inglês). O bom do show foi só ficar zoando com os riffs que pareciam copiados de outras músicas mais famosas.

O jeito era criar expectativa com a próxima atração, muito mais conhecida e badalada - Sepultura. A turma de BH tinha muito mais metal do que todo mundo que tocou naquele dia, juntos. E realmente, foi o suficiente pra dar uma animada na galera, e foi o que valeu a noite. O som é "massa", a galera colabora pro show ficar melhor ainda e os caras sabem bem levantar o público. Finalmente o Porão do Rock virou Porão do Rock.

Antes de qualquer coisa digo que o Porão ficou muito longe de ser ruim - quem ler o que eu escrevi pode pensar que estou só criticando. os shows foram bons, o povo é que parecia não estar nem aí, só mesmo a galera da frente que embalava o espetáculo.

Queria ver o show do Angra também, mas ao fim do show do Sepultura já estava destruído, era melhor guardar energias para o dia seguinte.

Não podia ter tomado decisão mais acertada, não pelo que deixei de ver, mas pelo que iria ver. E ouvir.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Chegou a hora da fogueira - Parte 1


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Mês de junho é sinônimo de festa junina. E elas pipocam por aí por todos os cantos do Brasil com inúmeras variantes, inúmeros significados, mas sempre com a mesma idealização na cabeça de todos.

Para mim em particular significa muita coisa, ainda mais por que nesta época meu pai colocava este disco da capa acima para tocar por vários dias.

Quem não conhece Mario Zan nem imagina que um dos maiores ícones da sanfona junina do Brasil, inclusive admirado por ninguém menos que Luiz Gonzaga (que dizia que ele que era o "Rei da Sanfona") , não era brasileiro. Sim, ele nasceu em Roncade, região do Vêneto, Itália. Seu nome completo era Mario Giovanni Zandomeneghi.

A primeira vez que tive contato com as músicas dele foi quando aos cinco anos e fazendo o Jardim II no Colégio Marista de Taguatinga participei de uma quadrilha que ensaiava ao som da música que dá título a este texto (que é de autoria de Lamartine Babo). Na mesma época meu pai comprou o LP que tinha esta e todas as outras músicas que fizeram parte da trilha sonora do mês de junho por todos os anos seguintes. Em cima, no player, uma amostra de uma das faixas.

As letras falavam meio que a mesma coisa que a música de todas as outras tradições brasileiras falam - a idealização de uma festa típica (no caso com fogueira, quadrilha, canjica, quentão, sanfona rasgando e o hoje infame balão) sendo tratada com um certo saudosismo, como elementos no tempo que parece cada vez mais distante.

Estas músicas embalaram os meus sonhos de balão da infãncia e, porque não dizer, da adolescência. Agora estou correndo atrás das músicas em mp3 já que nunca achei à venda em CD. Mas que este espírito dos santos homenageados e de todo o espírito das celebrações dedicadas a eles não se percam como tantas coisas que foram engolidas pelo mercantilismo.

Não entendeu o que quis dizer com isso? Então aguarde o próximo capítulo.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Para sempre Zé Rodrix

Sá, Rodrix e Guarabyra - Foto: Divulgação

Recebi com pesar a notícia do falecimento de Zé Rodrix que ocorreu hoje de madrugada, o engraçado é que nem se sabia o motivo, tipo foi pá-pum, morreu! Agora no meio da tarde é que divulgaram o diagnóstico: infarto agudo do miocárido, bem como eu tinha especulado de manhã, pois pra ser tão de repente assim só infarto mesmo, e deve ter sido dos violentos.

Sempre admirei o trabalho dele e agora mais ainda sabendo mais detalhes da sua vida e da sua carreira. Era o tipo de música que tocava, interpretava, criava, divulgava, fazia publicidade cobrava escanteio e cabeceava; Só na Wikipedia consta que ele tocava piano, acordeão, flauta, bateria, saxofone e trompete (tenho pra mim que o Jornal Hoje falou mais instrumentos). Também se dedicou a criar jingles e propagandas nas décadas de 80 e 90 e participou de um sem-número de grupos musicais, além do trabalho solo claro.

Engraçado foi o comentário que ouvi aqui no trabalho quando li a notícia: "quem é esse cara?"

Bom, não é obrigação de ninguém saber quem é ele ou conhecer o trabalho dele. Por isso vou compartilhar com vocês quatro músicas que representam momentos diferentes da carreira de Zé Rodrix.

Colocar Casa no Campo ia ficar muito óbvio, vou colocar outras.

O Espigão, música solo que foi tema de abertura da novela homônima de 1974.

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A Última Voz do Brasil, Quando Zé Rodrix fez parte do grupo Joelho de Porco e participou do Festival dos Festivais em 1985.

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Jingle que Zé Rodrix gravou para a Chevrolet em 1988. Coração batendo "mais forte" passou a bater "mais alto" para não fazer alusão à concorrente Ford.

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E Jesus Numa Moto, música gravada no CD do show de retorno do trio Sá, Rodrix e Guarabyra em 2001.

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Agora o Zé vai ver se Jesus está mesmo numa moto lá no céu.

Vai com Deus Zé!

quinta-feira, 21 de maio de 2009

"Cry wolf, uuuuu...!!!"

Arte: Pablo Gomes

Quero iniciar o texto fazendo uma apresentação a vocês, meus leitores. Quero que conheçam o Seu Ronca.

É uma figura engraçada e bastante simpática no alto dos seus 50 e muitos anos (segundo ele mesmo, já que etá mais perto dos 60 que dos 50). Sumidade absoluta em tudo que já fez sucesso na face da terra um dia, viveu e é capaz de dizer com detalhes sobre momentos do comportamento, da moda e do cotidiano de tudo o que aconteceu nas últimas cinco décadas. Ainda usa cabelo estilo rockabilly e óculos iguais ao de Paulo Francis, os mesmo da época de guerrilheiro estudantil contra a ditadura. Também não se separa do colar que ganhou do Rei Roberto e vez ou outra é visto com a calça que comprou em Hollywood pra ficar parecido com Tony Manero.

Mas por que estou falando nele?

Porque quem conversa comigo no MSN já está acostumado a ver a frase de chamada alertando para supostas "atrocidades musicais". Não me lembro quem cunhou o termo, só lembro as circunstâncias.

Realmente acho que baixo (e consequentemente escuto) umas músicas meio inacreditáveis de imaginar que alguém ainda se interesse em ouvir em pleno século XXI e que por isso causam certo espanto e incredulidade. E enquanto conversava com alguém pelo messenger aparecia as músicas que eu estava ouvindo.

Estou acostumado a ver as pessoas ouvindo músicas mais consagradas de cantores e bandas igualmente mais consagradas, principalmente de rock. Ai quando aparece alguém ouvindo Luiz Caldas, Magazine e Carly Simon e cia. é pra se assustar mesmo. Foi numa destas ocasiões que cunharam o termo descrito acima junto com um "como é que você tem coragem de ouvir isto?"

Pois bem, o HD já tava ficando lotado então aproveitei para comprar alguns pendrives para armazenar estas músicas, bem como cartões de memória Micro SD para poder ouvi-las no celuar que faz o papel de rádio do meu carro nas horas vagas, deixando que a seleção do que vai tocar na hora ficasse a cargo do "DJ Shuffle". Numa dessas ocasiões estava com meu irmão mais novo quando começou a tocar Cry Wolf e nisso indaguei-o "quem era o cantor". Ao passo que ele não identificou respondo que era o A-Ha e ele fala "Uai, eu pensei que eles só tinham Take On Me!" Ledo engano, poderia identificar ali de cara também Crying In The Rain.

Scoundrel Days, segundo disco da banda.

E é aí que entra o Seu Ronca, recorri a ele para ter maiores informaçoes sobre o grupo escandinavo que canta em inglês (mais um). Os caras tiveram mais sucessos do que a minha infância oitentista pegou, quer dizer eu conhecia as músicas mas não ligava nome à pessoa assim como meu irmão não ligou.

No meu repertório de atrocidades tem além das músicas já citadas, as canções Hunting High And Low, You Are The One e Touchy. Foram sucessos também Stay on These Roads e Manhatan Skyline.

Depois deste auxílio de Seu Ronca tenho a honra de anunciar que ele regularmente dividirá conosco algumas das pérolas de seu acervo para relembrarmos de tempos bons que não voltam mais, ou de coisas que farão a gente gritar de agonia como aquelas músicas-chiclete que fizemos questão de deletar da memória (fiquem tranquilos não voi citar nada agora, ainda).

A primeira contribuição que ele nos oferece é justamente para lembrar dos uivos do Morten Harket: o clipe da música Cry Wolf.



Reparem no olhar perdido e pensante de Morten e em seu cabelo ultrafashion. E tem gente que chama isso de "Menudo Macho". Só se for em relação a concorrência, e olhe lá.

Se preparem que agora com a assesoria de Seu Ronca vai vir coisa muito melhor, ou pior, depende da interpretação de cada um.

Meus agradecimentos especiais ao Pablo, chargista que retratou tão bem Seu Ronca de um jeito que não poderia ter ficado melhor.

Para conhecer mais trabalhos dele entre nesta página.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Bajofondo, mas só para a elite

É só por isso


Mais uma vez vou comentar um texto da Sil e acabo criando um relato tão grande que fica melhor colocar como um texto próprio no meu blog.

O texto em questão é este, mas não vou resumi-lo aqui, convido os senhores à lê-lo in loco.

Já não é de hoje que os ingressos cobrados em espetáculos em Brasília tem preços proibitivos que visam "olimpizar" a cultura. Sim olimpizar para que apenas os escolhidos possam ter acesso ao olimpo, como quase tudo na capital federal onde ricos e pobres não podem dividir o mesmo espaço. Métodos não faltam: Preço (exorbitantes), localização (bem distante), acesso (sem ônibus), etc.

Quanto a isto já havia falado no texto Uma segregação silenciosa.

Pois bem, mais um show em Brasília com preços altos, mas desta vez passaram da conta. O Bajofondo é um grupo excelente e produz um som genial misturando ritmos latinos com música eletrônica, mas daí a cobrar R$ 300,00 (isso mesmo, trezentos reais a inteira!) pelo ingresso extrapolou todos os limites do proibitismo. Mas como sempre o show deve lotar, sempre lota, sempre haverá quem pague e muitos destes devem saber que o real motivo de um preço tão alto não é a qualidade do show, inegavelmente ótimo.

Como sei disso? Vejamos:

Essa turma que vai financiar a escalada inflacionária dos ingressos para shows em Brasília provavelmente só os conhece porque eles tiveram a música deles na abertura da novela das 8. Aliás, o preço é unica e exclusivamente por conta disso senão o preço seria muito mais em conta e iria realmente só quem curte o som deles.

Acho que eu mesmo só pagaria um preço desse em um show se por exemplo Tom Jobim ou Elis Regina viessem do além pra se apresentar na capital.

Quero aproveitar também para iniciar uma campanha para patrocinar a minha ida ao show do Bajofondo. Os interessados podem me contactar por e-mail que retornarei passando os dados para depósito. O sigilo na transação é garantido e a doação se enquadrará na Lei Rouanet, permitindo incentivos fiscais, tanto para pessoas físicas como para jurídicas.

Pelo menos acho que foi pra isso que a lei foi criada, para aproximar a cultura da população, principalmente aquela que tem mais dificuldade de acesso. E que dificuldade.

Em tempo, queria colocar outra música do Bajofondo para ilustrar o texto, mas aqui onde escrevo não tenho como fazer upload das músicas. Pelo menos ficou autoexplicativo para quem não está ligando nome à pessoa.