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terça-feira, 6 de julho de 2010

Solidariedade Futebol Clube


Torcedores Pernambucanos de Brasília continuam em campo com o Solidariedade Futebol Clube.

Os participantes das três maiores torcidas de Pernambuco (Náutico, Santa Cruz e Sport), felizes com o gol de placa marcado no último domingo, quando arrecadaram quase quatro mil quilos de donativos para as vítimas das últimas enchentes em Pernambuco e Alagoas, resolveram manter o time em campo.

NESTE DOMINGO (11/07)

O Solidariedade Futebol Clube volta ao Parque da Cidade. No Estacionamento 12, no Espaço do Atleta, em frente à Administração do Parque, a partir das 08:00 horas, quando receberá doações (alimentos não perecíveis, roupas, material de limpeza e higiene pessoal, etc.) para enviar às Defesas Civis de Pernambuco e de Alagoas.

DURANTE A SEMANA

Você também pode deixar seus donativos:
No Bar Raízes (408 Norte), com Pablo ou
Na ASNAB - Associação dos Servidores da Conab que fica na sede da Conab, Q.902 Sul (Em frente ao Setor Comercial Sul e ao lado da saída principal do Parque da Cidade)

Na terça-feira, caminhões da Transportadora Rapidão Cometa, que se dispôs a transportar os donativos sem custos até Pernambuco e Alagoas, seguiram para o Nordeste levando o que, graças à solidariedade de todos, conseguimos arrecadar.

Chame um amigo para participar desta ação.
Transmita esta mensagem a sua lista de e-mails.

Estaremos prestando contas de todo material recebido através dos e-mails cadastrados dos responsáveis pelas torcidas e dos outros participantes desta campanha.

Ailton Valença (8466.7799) – Leões do Cerrado.
Flávio Costa (9966.3596) – Timbu Coroado.
Júnior Costa (9968.0660) – Timbu Coroado.
Maurício Melo Júnior (9975.7748) – Leões do Cerrado.
Pablo Feitosa (8535.4873) – Planalto Coral.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Doação de sangue.


Ontem, depois de quase uma década, voltei a doar sangue. Antes disso procurei informações sobre as condições e recomendações para antes da doação. Para minha surpresa o site da Fundação Hemocentro de Brasília está fora do ar. E as informações que catei em alguns sites eram muitas vezes conflitantes, o que obviamente não dava crédito às fontes.

Baseado na experiência de ontem e tanto para auxiliar que quer doar como para desmistificar algumas coisas que se costumam dizer sobre doação de sangue no senso comum resolvi usar o espaço para colocar algumas informações sobre o que precisa para ser um doador:

Condições básicas para doação de sangue
  • Gozar de boa saúde (avaliação médica no Hemocentro);
  • Alimentar-se bem antes da doação sem ingerir alimentos gordurosos;
  • Não estar em uso de medicamentos;
  • Ter entre 18 e 65 anos de idade;
  • Pesar acima de 50 quilos;
  • Apresentar documento oficial com foto (carteira de identidade ou profissional ou habilitação ou passaporte);
  • Ter dormido pelo menos 6 horas, com qualidade, na noite anterior à doação;
  • Antes da doação não praticar exercícios físicos;
  • Não ingerir bebida alcoólica nas últimas 24 horas;
  • Caso tenha colocado piercing ou feito tatuagem, só poderá doar sangue após doze meses;
  • No caso de ter realizado endoscopia, só poderá doar sangue após doze meses;
  • Evitar fumar 2 horas antes da doação.
Cuidados após a doação
  • Não dobre o braço onde foi realizada a coleta de sangue por, pelo menos, 15 minutos;
  • Permaneça nas dependências da Fundação Hemocentro no mínimo 20 minutos após o lanche;
  • Não fume nas duas horas seguintes à doação;
  • Alimente-se bem e beba maior quantidade de líquidos nas doze horas seguintes à doação;
  • Dentro de doze horas após a doação evite:
    • Consumir bebidas alcóolicas;
    • Praticar atividades físicas;
    • Dirigir veículos coletivos de grande porte ou motocicletas;
    • Praticar atividades perigosas como mergulho e paraquedismo;
    • Manipular máquinas pesadas de corte ou de serra;
    • Pilotar avião ou helicóptero;
    • Subir em andaimes e escadas.
Intervalo entre doações
  • Mulheres: 90 dias (no máximo 03 doações em 12 meses);
  • Homens: 60 dias (no máximo 04 doações em 12 meses).
Quais os testes realizados após a doação?

Os testes são feitos para detectar as seguintes doenças: sífilis, Chagas, HTLV I/II, hepatite B e C e HIV I/II, além de tipagem ABO e Rh.

Caso Seja convidado a repetir os testes, seu retorno ao Hemocentro será muito importante, mas não há necessidade de preocupação, pois os testes realizados são de triagem e não para diagnóstico, podendo ocorrer resultado falso-positivo.

Não podem doar sangue

Portadores de doenças infecto-contagiosas (Sífilis, AIDS, Chagas, malária, hepatite B ou C); parceiros sexuais de pessoas infectadas pelo HIV (AIDS); pessoas com múltiplos(as) parceiros(as) sexuais; pessoas que mantiveram relação sexual sem o uso de preservativo nos últimos 12 meses; usuários de drogas injetáveis; mulheres: grávidas, amamentando ou que tiveram aborto nos últimos 3 meses.

O candidato a doação deve ser sincero ao responder ás perguntas que lhe são feitas, não omitindo informações importantes, pois disso depende a sua segurança e a de quem vai receber seu sangue.

Fonte: Fundação Hemocentro de Brasília (FHB).

Com estas informações você pode se programar para a doação sem afetar seu dia-a-dia.

Também dizem que para doar sangue precisa estar em jejum, o que não é verdade. Pelo contrário, é necessário estar bem alimentado, excluindo da última alimentação apenas comidas gordurosas, leite, e carnes mal passadas.

Doar sangue faz bem para você que renova seu fluxo e faz bem para quem precisa.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Pense no Haiti... seriamente

Chega de foto de destruição - aqui uma foto mais inspiradora.

Parece até hipocrisia um título desses enquanto milhões estão lá, sofrendo as consequências do terremoto de terça-feira. Sofrimento agravado pela sua história de políticos e ditadores que deixaram o Haiti com um índice de desenvolvimento humano tão baixo. Ou seja, o país, que já era paupérrimo, agora vive um cenário de completo apocalipse.

Mas não vou aqui explorar a devastação ocorrida por lá - isso a imprensa já está fazendo por demais. Primeiro convido-os à reflexão.

O episódio ocorrido em Angra no início do ano já havia mostrado o quanto o descaso, tanto dos governantes com as condições de vida como dos moradores que não estão nem aí para a escolha dos primeiros, pode ocasionar em caso de um desastre natural. E a natureza não escolhe dia, hora nem local para se enfurecer, pode ser a qualquer momento, e em qualquer lugar.

Em segundo lugar sabemos que individualmente não podemos fazer grande coisa (e infelizmente quem pode está numa zona de conforto muito grande para fazê-lo) mas cada ajuda neste momento, mesmo sendo uma gota d'agua apagando um incêndio, é valida pois várias gotas é que produzirão um temporal. Aqui segue um link com formas de contribuir. A preferência que se dá é por contribuições em dinheiro: mantimentos, roupas, água potável, etc. podem até ser arrecadados mas se já está difícil para pessoas chegar àquele país, imagine para grandes quantidades de carga?

E por fim convido a todos a sair um pouco da catarse promovida pela mídia e acessar este blog mantido por pesquisadores da Unicamp que estão no Haiti e que estão relatando tudo que estão vivenciando após a tragédia.

Aos líderes do mundo chegou a hora de sairem do discurso e tirar o Haiti de músicas como sinônimo de subdesenvolvimento e passá-lo para um modelo de reconstrução e solidariedade.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Serenata de Natal - Edição 2009

Serenata de Natal 2008 cantando em uma praça da cidade - ponto máximo das apresentações.

Por Silvana Isabel Francisco Gloor Campos

Em Brasília, quando chega dezembro, um grupo de voluntários visita quadras, hospitais, creches e asilos, levando música e alegria às pessoas. Estudantes da Universidade de Brasília e gente das mais variadas profissões e idades se unem e reservam cerca de três horas semanais, a partir do final de agosto, para ensaios. Eles formam a Serenata de Natal da UnB que, criada em 1981, já é considerada uma das tradições culturais da jovem capital da república. O grupo começou com aproximadamente 20 pessoas cujo objetivo inicial era o de alegrar o Natal dos amigos que, por um motivo ou outro, não podiam viajar para passar o final de ano com seus parentes em outros estados. Com o tempo, o pequeno coro foi ganhando mais adeptos, apoio da Universidade, patrocinadores e uma causa social. A média de participantes, anualmente, é de 200 pessoas, em sua grande maioria leigos em música.

Além de encantar o público nos lugares onde se apresenta, a Serenata alavanca seu trabalho social recebendo doações de alimentos não perecíveis, agasalhos, roupas, calçados, brinquedos, artigos de higiene, produtos de limpeza, fraldas geriátricas, material escolar, etc. Os próprios voluntários do coral doam parte do que é arrecadado, mas a maior parcela dos donativos a Serenata recebe da comunidade: prefeituras de quadras, instituições, órgãos públicos, ONGs, empresas e pessoas encaminham suas doações à Universidade, onde são armazenadas, separadas e preparadas para a distribuição.

Entre Setembro e Dezembro, a Serenata de Natal se apresenta e realiza a entrega dos donativos arrecadados em entidades carentes do DF, e nos dias próximos ao Natal, agradece Brasília com apresentações nas instituições colaboradoras e quadras residenciais.

Essas apresentações são o ponto alto para quem assiste, mas para quem participa, as visitas a doentes, crianças e idosos acabam sendo a parte mais compensadora. Nelas, muitos conhecem, pela primeira vez, uma realidade diferente da que vivem, e sentem a alegria de trocar emoções. Sílvio Salles, biólogo, um dos participantes da Serenata, conta que, algumas vezes, eles levaram mantimentos a creches onde simplesmente não havia mais o que comer naquele dia. O que chegou foi direto para a panela. Os sorrisos e os cânticos de natal, foram direto ao coração…

***

Para quem quiser participar da Edição 2009 da Serenata de natal as incrições estão abertas até o dia 04/09. Os ensaios são realizados na UnB (anfiteatro 4) e acontecem duas vezes por semana nos dias de semana ou nos sábados á tarde. Maiores informações como dias dos ensaios e inscrições podem ser feitas no site http://www.serenatadenatal.org

Participe, cante conosco!

domingo, 7 de junho de 2009

Lost da vida real

Foto: Robson Fernandes/AE

Estava esperando o desenrolar dos fatos para tecer algum comentário sobre o desaparecimento do avião da Air France no último domingo e agora com o recolhimento dos primeiros corpos já dá pra se manifestar, mas até pra ilustrar este texto foi difícil: o que usar? A minha idéia inicial era colocar uma foto do A330, mas aí apareceu esta foto que acho que tem muito mais simbolismo para o momento.

Seja como for foi inevitável não fazer paralelismos com a ilha de Lost (o seriado), da qual admito que não assisto mas conheço a ideia da história. A mesma tem como pano de fundo um acidente aéreo onde o avião em questão cai em uma ilha no Oceano Pacífico.

Uma coisa que só me veio a mente agora é todo o contexto externo ligado à série. Se realmente houve um acidente aéreo lá (pois enquanto a série não acabar não dá pra ter certeza de nada) como será que ficam as famílias dos personagens, como é que foi a repercussão do acidente, etc. etc.


Claro que é uma série e por isso não tem que se exigir que haja elementos reais (ainda mais em Lost), mas não é proibido fazer conjecturas deste tipo, vai que isso venha a fazer parte do desfecho da última temporada.

Todo o noticiário, a dor das famílias, o resgate a aeronave, todo o desenrolar dos acontecimentos ligados a este desaparecimento dão uma idéia de como poderia ter sido um possível episódio mostrando as famílias de Jack, Kate e os outros. Pra completar ainda mais o enredo os destroços e os corpos foram encontrados próximo ao Arquipélago de São Pedro e São Paulo, um conjunto de ilhotas no meio do Atlântico cujá área é mais ou menos metade da Praça dos Três Poderes. Não seria viajar demais imaginar que algum sobrevivente fosse parar lá, mas isto dependeria das circunstâncias da queda, e aí há outro mistério que será difícil de desvendar.

Arquipélago de São Pedro e São Paulo - Foto: SECIRM

As indagações que se faz com relação as causas do acidente são típicas das lendas atribuídas ao Triângulo das Bermudas. E como se solucionaria isso? Seria localizando a caixa preta, certo? POis é, até isso está dificil de localizar. É um imenso quebra-cabeças e acompanhar os ultimos desdobramentos das buscas acabou virando para o povo uma espécie de seriado onde aguradamos ansiosamente pelos próximos capítulos. "Acharam mais corpos?", "Descobriram por que caiu?", "Vão mandar mais gente pro mar?", Dá pra achar a caixa preta?", etc. É sempre assim, sempre que acontece um acidente desse tipo alguma palavra técnica acaba caindo no boca do povo - foi assim com "arremeter" no acidente dos Mamonas, "transponder" no da Gol, "grooving" no da Tam e no de agora estava apostando em "Ponto Tasil" mas já não sei mais se esse vai ser tão falado.

Espetáculo à parte, não deixa de ser seguro viajar de avião, tem mais gente morrendo de gripe (a comum) no mundo do que caindo de avião. Por outro lado mra mim morrer um acidente aéreo deve ser uma das mortes mais cruéis que existe, o porquê vocês devem imaginar, se não não é bom descrever e nem me peçam para fazê-lo.

Por conta disso mesmo fica registrado o luto e a solidariedade deste humilde blogueiro às famílias que perderam parentes nesta tragédia.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Campanha SOS Nordeste


Por Adriana Caitano (do blog Forró Pé-de-Serra DF).

Pessoal, sempre que falamos de Nordeste por aqui é sobre música e alegria. Mas desta vez venho fazer um alerta aos apaixonados pela cultura e pela história daquela região. Todos temos visto as recorrentes enchentes que têm prejudicado a vida daquele povo tão acostumado à seca. Essa é a hora de prestarmos a nossa solidariedade a quem precisa. Reproduzo aqui, com algumas adaptações (tirei a parte da politicagem), o texto encaminhado pela assessoria de imprensa da Secretaria de Justiça do DF (Sejus). Vale a pena prestar atenção e ajudar:

"As fortes chuvas recorrentes na região Nordeste já afetaram mais de duzentas mil pessoas nos estados do Maranhão e Piauí. De acordo com a Defesa Civil do Maranhão, 55.798 pessoas estão desabrigadas ou desalojadas. O número de mortes subiu de seis para oito. No Piauí, 25 municípios estão em situação de emergência. Bahia e Ceará também sofrem com as enchentes.

Preocupado em ajudar os moradores do Maranhão, primeiro estado a sofrer com as chuvas, o governo do DF determinou que houvesse uma campanha para acudir as necessidades primárias dos desabrigados e desalojados da região, como: alimentação, vestuário, cobertores, colchões e medicamentos. Como outros estados passaram a sofrer com as enchentes, a Sejus estendeu a campanha e passou a chamá-la de SOS Nordeste.

Os organizadores pedem ajuda à população de Brasília, que já deu prova de sua solidariedade em outras campanhas. Órgãos públicos e parceiros da rede privada aderiram à campanha e já disponibilizaram espaços para arrecadação de donativos. São eles:
* Delegacias de Polícia;
* Administrações Regionais = 28 Regionais;
* Unidades do Na Hora da Hora Rodoviária, Taguatinga e Shopping Top Mall;
* Defensoria Pública do Distrito Federal = 30 unidades;
* Quarteís da PM e CBMDF = 28 unidades;
* Rede de Supermercado Pão de Acúçar = 20 unidades;
* Bob's = 08 unidades;
* Mc Donald's = 08 unidades;
* Rede de Supermercado Big Box = 28 unidades;
* Rede Gasol = 92 postos;
* Escolas e Universidade Particulares = 10 unidades;
* Shoppings = Terraço Shopping, Taguatinga Shopping, Brasília Shopping e outros.

CENTRAL DE ATENDIMENTO DO SOS NORDESTE
3905 -7143 / 3905 - 7148

***

Para quem quiser ajudar depositando quantias em dinheiro, há esta alternativa.

Retirado do site da Prefeitura Municipal de Teresina.

Prefeitura abre conta para doações aos alagados

DOAÇÕES − A assistência às vítimas das enchentes em Teresina também poderá ser feita com doações da população. A Prefeitura de Teresina, sensibilizada com os problemas das famílias atingidas pelas chuvas, abriu uma conta no Banco do Brasil para que as pessoas interessadas em ajudar financeiramente possam contribuir no atendimento aos alagados.

A conta corrente foi nomeada de PMT Enchentes 2009. Os depósitos podem ser feitos na conta número 7720-8, agência 3791-5 do Banco do Brasil. O dinheiro depositado nesta conta será utilizado para a compra de alimentos, agasalhos, roupas, colchões, entre outros itens que serão utilizados pelas famílias que foram recebidas em residências acolhedoras ou estão em abrigos.

“Muitas pessoas estão nos ligando querendo ajudar não apenas com doação de alimentos e roupas, mas também com dinheiro. Recebemos ligações de pessoas de outros estados que se comoveram com a situação de Teresina e também estão interessadas em ajudar. Daí a importância da abertura dessa conta que facilitará as doações e complementará o trabalho que já vem sendo realizado pela SEMTCAS”, explica Graça Amorim, secretaria Municipal de Trabalho, Cidadania e Assistência Social

Mais informações:
SEMTCAS
Secretaria Municipal do Trabalho, Cidadania e de Assistência Social
Rua Firmino Pires, 121 – centro
CEP: 64.000-070 - Teresina-PI
(86) 3215–7587 / 32157485
Fax: (86) 3215-7586
semtcas@gmail.com

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Um real por um sonho

Foto: Chico Porto/ JC Imagem

Fazendo coro aos colegas Tawid e Maura abro espaço para reproduzir matéria veiculada hoje no Diário de Pernambuco sobre a campanha Um real por um sonho e parte da matéria do Jornal do Commercio sobre o caso.

A emoção de ser solidário

Solidariedade // Jogadores do Náutico e do Santa Cruz vestem a camisa da campanha "Um real por um sonho" para ajudar a pequena Clara a fazer tratamento na China

Ana Paula Santos // Diario
anapaula.pe@diariosassociados.com.br


O Clássicos das Emoções já começou para alguns atletas do Náutico e Santa Cruz. Ontem à tarde, na sede alvirrubra, Eduardo, Vagner, Kuki e os tricolores André Zuba, Bilica e Wagner vestiram a mesma camisa: a da solidariedade.

Alvirrubros e tricolores se uiniram em torno da causa da pequena Clara. Foto: Juliana Leitão/DP/D.A Press
No peito, eles exibiam, sensibilizados, uma foto da criança Clara Costa Pereira, de um ano e quatro meses, que possui paralisia cerebral. Adversários no próximo domingo, quando se enfrentam pela sétima rodada do Pernambucano, eles abraçaram a campanha "Um real por um sonho", que os pais da menina criaram com o intuito de arrecadar verba que possibilite viagem para tratamento na China, com células tronco.

As camisas que os atletas dos dois clubes entrarão em campo no domingo vão estar autografadas e vão ser leiloadas no site de Clara (www.umrealporumsonho.com.br). Antes de passarem adiante o caso da garotinha, os atletas tomaram conhecimento do que é a paralisia cerebral, através de uma conversa com Carlos Edimar e Aline, pais da pequena. "Estou documentando tudo. Hoje ela não tem noção do que está sendo feito por ela, mas no futuro vai entender", adiantou Carlos, que ficou feliz com a receptividade dos clubes. "Não achei que fosse ser tão fácil. De imediato, eles se prontificaram a colaborar", acrescentou.

Por causa da paralisia cerebral, Clarinha teve sério comprometimento motor. Faz sessões diárias de fisioterapia, terapia ocupacional e fonoaudiologia. O sorriso é espontâneo, porém, aleatório, mas cativou o volante coral Wagner, que não se cansou de fazer carinho nela. "Olha aí, tá vendo, ela não para de olhar para mim. Gostou do pretinho, não foi!", brincou. O goleiro timbu, Eduardo, não quis se arriscar a tomá-la nos braços. No entanto, falou da importância de atletas se engajarem em campanhas como esta. "Quando estava jogando em Belo Horizonte participei de campanha semelhante e isso me marcou para o resto da vida. Saí do treino e fui visitar umas crianças que tinham câncer em uma instituição chamada Madre de Deus. Pôxa, cheguei lá reclamando de cansaço. De repente, me deparei com a molecada rindo à toa e jogando vídeo game. Aquilo me desmontou", relembrou o camisa 1 alvirrubro.

O atacante Kuki, do Náutico, já se intitula embaixador de ações solidárias. Desde que chegou ao Náutico, em 2001, ele reserva um tempo para apoiar eventos e campanhas beneficentes. "Sempre procuro ajudar. Nós, que temos influência com o torcedor, precisamos dar essa contribuição", declarou Kuki.

No domingo, uma imensa faixa será exposta no estádio. Urnas para doação também vão estar espalhadas pelos Aflitos. Os pais de Clara esperam arrecadar o montante (cerca de US$ 80 mil) até abril. "O caso dela pede urgência. Ajudaria muito se ela se submetesse às aplicações antes mesmo de completar dois anos", frisou Aline.

- Mais informações sobre como ajudar Clara podem ser feitas pelos números 3249-3131 ou 8850-4603

Timbus e tricolores em causa nobre

Náutico e Santa Cruz fazem há 93 anos o famoso Clássico das Emoções. Porém, a partida do próximo domingo entre os dois tradicionais rivais nos Aflitos poderá ser chamada de o Clássico da Solidariedade. Quando entrarem em campo, alvirrubros e tricolores estarão unidos em prol da pequena Clara, de um ano e quatro meses, que nasceu com paralisia cerebral e luta para realizar um tratamento com células-tronco em uma clínica especializada em Pequim, na China. O custo do tratamento, incluindo voo para o país asiático e hospedagem, é de U$S 40 mil (cerca de R$ 92 mil).

Antes da partida, os jogadores dos dois times entrarão em campo vestindo a camiseta da campanha “Um real por um sonho”, promovida pelos pais de Clara e que já arrecadou até o momento cerca de R$ 53 mil. As camisas, com o número dos atletas e devidamente autografadas, serão leiloadas posteriormente no site www.umrealporumsonho.com.br. Os torcedores também poderão ajudar. Nas entradas das duas torcidas serão colocadas urnas para arrecadação de dinheiro.

Ontem, os alvirrubros Eduardo, Vágner e Kuki, e os tricolores André Zuba, Bilica e Wágner aderiram à campanha e conheceram a história de pequena pernambucana. “Já participei de outras causas como essa e é sempre gratificante. Esperamos poder contribuir para o tratamento da Clarinha”, afirmou o tricolor Bilica. “No meio do nosso dia a dia, recheado de competição, é tocante poder ajudar em uma causa tão nobre. Sempre fico muito feliz quando posso ajudar nesse tipo de campanha”, completou o goleiro timbu Eduardo.

O CASO

Clara Costa Pereira teve um parto complicado. A falta de oxigenação no cérebro da menina causou um dano neurológico. Clara passou 18 dias na UTI. “Na internet achei informações sobre o tratamento com células-tronco desenvolvido na China. Depois entrei em contato com familiares de pessoas que passaram pelo tratamento e a evolução que elas tiveram. O ideal é que Clara inicie esse tratamento antes de completar dois anos (em setembro)”, destaca o pai, Carlos Edmar Pereira.

A corrente para conseguir o dinheiro necessário para o início do tratamento iniciou no dia 19 de agosto. Analista de sistemas, Carlos criou e alimenta quase que diariamente o site www.umrealporumsonho.com.br, onde o internauta pode conhecer detalhes do caso de Clara e fazer sua doação. Além disso, poderá adquirir a camisa da campanha, ao custo de R$ 15 cada, acompanhar um gráfico com a evolução das arrecadações e saber sobre casos de outras crianças que se beneficiaram com o tratamento com células-tronco.

No orkut também há uma comunidade da campanha, que leva o mesmo nome do site. “Já foi visitado por mais de 100 mil pessoas, de mais de 70 países, de todos os continentes”, revela Carlos. “Já conseguimos a ajuda de muita gente, mas quanto maior a mobilização, melhor. Espero que o torcedor mostre seu lado solidário neste clássico”, completa a mãe, Aline Costa Pereira.