quarta-feira, 29 de julho de 2009

A morte e a ressureição de Mappin e Mesbla

Fim do Mappin colocou mais de dez mil empregados na rua e gerou comoção nacional. Fonte: Istoé Dinheiro

29 de julho de 1999: decorem esta data.

Pois é, foi há exatos dez anos. Provavelmente esta data e os acontecimentos ocorridos na mesma ainda causem calafrios no empresariado brasileiro e em todos aqueles que foram afetados naquele dia, principalmente os investidores (ou seria melhor dizer malucos) e os trabalhadores que de uma hora para a outra se viram postos no olho da rua ao encontrarem seus locais de trabalhos lacrados pela Justiça.

Naquele dia 29 de julho dois dos maiores ícones do varejo brasileiro tiveram sua falência decretada, a paulista Mappin e a carioca Mesbla. No mesmo dia as Lojas Brasileiras (Lobras) anuciaram o encerramento de suas atividades.

Das três, a empresa que estava há mais tempo em atividade no Brasil era a Mesbla (desde 1912, um ano antes do Mappin). Em comum com a empresa paulista há o fato de ter sua origem em empresas estrangeiras (a francesa Mestre & Blatge e a Mappin Stores, fundada por ingleses), porém enquanto a primeira começou a se expandir lá pela década de 50 por várias das principais capitais do país, a segunda possuía poucas, mas enormes lojas, na cidade de São Paulo - a principal delas na Praça Ramos de Azevedo - se tornando um ícone paulistano. Quis o destino também que as duas, apesar das trajetórias de crescimento diferentes, acabassem por se juntar para morrerem abraçadas.

Antigo prédio do Mappin na Praça Ramos de Azevedo: Símbolo do consumismo paulistano.

Em 1996 o empresário Ricardo Mansur assumiu o controle acionário do Mappin com o intuito de recuperar a empresa. No ano seguinte fez o mesmo com a Mesbla com a intenção de, com as duas empresas recuperadas, fundi-las e vendê-las com lucro. Porém seu plano não deu certo: veio a crise cambial, os investidores que deram margem pra sua decisão (o principal era o Bradesco) voltaram atrás e em dois anos o conglomerado já havia superado a marca de um bilhão de reais em dívidas.

O que se viu a partir daí foram inúmeras passeatas de trabalhadores, brigas judiciais com fornecedores e até mesmo a entrada do governador paulista Mário Covas na tentativa de interceder pela empresa. Tudo em vão. Naquele dia 29 as duas principais lojas do Mappin amanheceram lacradas e a patir daí todas as lojas das três empresas (Mappin, Mesbla e Lobras) foram caindo uma a uma. Ficou comum naquela época ver lojas da Mesbla em seu estado terminal quase vazias de produtos, ou então lojas da Lobras venderem tudo que havia no estoque a preço de banana para esvaziar rapidamente.

Fachada das Lojas Brasileiras em Uberaba - MG.

Lobras sendo "depenada" em liquidação de fim de estoque em Recife - PE. Foto: JC Imagem.

O ano de 1999 estava sendo fatídico para a economia brasileira. Desde o início do Plano Real que uma série de empresas tradicionais vinham fechando as portas, principalmente bancos. Aí quando veio a desvalorização da moeda ocorrida naquele ano o quadro se agravou, pois empresas que já vinham capengando viram suas dívidas mais que dobrar. Até aquele famigerado dia 29 dezoito empresas já haviam sucumbido - Entre elas destacam-se, além das empresas citadas, a Rede Manchete, a G. Aronson e a Encol.

Agora, dez anos depois, a colunista Mônica Bergamo revela em sua coluna na Folha de São Paulo algo que poucos haviam percebido: Há um site da Mesbla no ar alardeando um retorno em breve, além de estar oferecendo a possíveis futuros fornecedores um formulário para cadastro. Há também um do Mappin, mas neste há apenas uma mensagem de "breve". O que parece que os dois endereços passam para quem vê é a idéia de criar lojas virtuais aos moldes dos sucessos do Magazine Luiza e da Americanas.com, para isso Mansur, que não quis dar entrevistas sobre o assunto, tenta acelerar contatos em Nova York para captar recursos com investidores internacionais.

Que as marcas Mappin e, principalmente, Mesbla são fortes ninguém duvida. O duro é acreditar que um empresário, que carrega em suas costas uma das maiores bancarrotas do Brasil, venha a conseguir convencer alguém a apostar nesta empreitada sem despertar os fantasmas do passado.

Um bom retorno à Mesbla e o Mappin. Se voltarem, claro.

Para saber mais:
Uma nova enquete está aberta: Você acha que a volta da Mesbla e do Mappin vai vingar?

Loja da Mesbla na Tijuca, Rio de Janeiro - Foto: Jacqueline César - http://mesbla.blogspot.com

terça-feira, 28 de julho de 2009

O descaso e a perda


Qualquer um sabe: o ser humano não sabe dar valor ao que tem. Até uma máxima já foi cunhada a respeito - Só damos valor às coisas (ou mesmo às pessoas) quando as perdemos. E não é por falta de exemplos, demonstramos isso no nosso dia-a-dia até mais vezes do que imaginamos, é só parar para prestar atenção.

O exemplo mais clássico disso é o de quando morre alguém, seja alguém próximo ou distante. Mãe é que gosta de dar este exemplo quando a contestamos alguma vez ou quando cogitamos sair de casa, principalmente por motivos de desentendimento, e aí tome terrorismo pro lado dos filhos - "Ah, você só vaí valorizar depois que eu morrer e blá, blá, blá...". Mas isto não acontece só com quem está perto da gente, é só você pensar o seguinte,alguém lembrava da existência de Michael Jackson antes do dia 25 do mês passado? Alguém ainda ouvia as músicas dele antes do dia 25 do mês passado? Alguém sabia que Michael tinha um canal no Youtube antes do dia 25 do mês passado? E por aí vai, excetuando aqueles que eram fãs mesmo, pra maioria Michael estava ultrapassado.

Agora vamos passar para o lado do consumismo. Atire a primeira pedra quem nunca ficou dias namorando algum produto visto no shopping num período de vacas magras e quando finalmente comprou acabou encostando a "conquista" num canto. Roupas são as maiores vítimas deste descaso, mas este comportamento já se manifesta desde pequeno - ou será que você já esqueceu daqueles brinquedos que pedíamos ardorosamente no Natal e abandonávamos num canto depois de tanto brincar, ao mesmo tempo que perguntávamos quanto tempo faltava pra chegar nosso aniversário.

Pois é, o aniversário, ou qualquer próxima data pra se ganhar outro presente para substituir aquele do qual já enjoamos, é a data onde passamos a desejar outra coisa, talvez o brinquedo que o vizinho ganhou e que achou mais legal do que aquele que você alugou seus pais um tempão pra comprar. E não é porque crescemos que este comportamento acaba, pelo contrário, quem nunca achou o quintal do(a) vizinho(a) mais florido do que o nosso? Quem nunca achou que o emprego do(a) colega era melhor que o nosso? Quem é que nunca achou a mulher(marido) do próximo mais bonita(o) do que a(o) nossa(o)? É amigos, tudo que é do outro é melhor até que passe a ser nosso, aí fica ruim. É a inveja que cega a gente.


E não é só o concreto que recebe nosso descaso, o abstrato também. Já percebeu que quando alguém chega pra gente dizendo que está a fim acabamos ficando com um pé atrás? Isso acontece por conta de outro defeito do ser humano: minimizar aquilo que ganhamos "sem esforço", "de graça". Todo homem é a fim daquela menina que é a mais bonita (e a mais desejada) do pedaço, mas se acontece de ela começar a "dar bola pro cara" ele logo deixa de dar valor a ela, acha "fácil demais". Agora troquemos a menina bonita por aquela mais comunzinha, aquela que ninguém nota - fatalmente vai acontecer a mesma coisa ("fácil demais"), mas um belo dia um outro cara se interessa por ela e os dois começam a namorar, aí vem aquela sensação de perda com a frase "poxa, até que ela é bonitinha".

Pra finalizar tem aqueles objetos que não conseguimos e, por conta disso, logo diminuímos. Isso te é familiar? Sim, a raposa e as uvas. Se a raposa não consegue alcançá-las logo diz que elas estão verdes, mas se logo depois chega outra raposa e as alcança ela logo esquece o que disse e volta até com mais vontade pra tentar pegar, mesmo que depois ela descubra que uva verde é azeda.

Inveja, orgulho, luixúria, vá lá saber o que conduz este tipo de comportamento, mas que de certa forma é nocivo é.

Tem remédio este tipo de comportamento? Deve ter, não sou psicólogo para solucionar com eficácia este problema, mas posso propor um exercício mental. Quando desejarmos alguma coisa ou alguém façamos um esforço para não cairmos na tentação de visualizarmos um troféu a ser conquistado, ou seja, almejarmos algo apenas por ser difícil conquistá-lo. Vejamos um notebook que porventura estejamos loucos para comprar, tente analisar os pormenores do objeto para minimizar aquela sensação de "não devia ter comprado isso" que vem depois, afinal de contas você realmente anda precisando comprar um notebook ou só quuer comprar porque todo mundo está comprando?

Isso vale também para quando nos, er..., apaixonamos: aquela menina bonita e que se faz de difícil pode acabar virando uma grande furada - vocês podem ter gostos conflitantes que acabem por tornar insuportável um convívio futuro. Mas como em coração na maioria das vezes não se manda, aí já vai passar a ser outra história...

sábado, 25 de julho de 2009

Comunicado

O Lenço Encarnado está de luto.

Sem mais.

P.S.: Os comentários foram liberados novamente (mediante moderação desta vez), menos para este post.

"Amigo"


Antes de qualquer coisa devo dizer que as idéias que colocarei neste texto se baseiam em dados basicamente empíricos, portanto será completamente compreensível que o que eu escrever divirja das opiniões de outras pessoas. Para tal o espaço de comentários está aberto para outros pontos de vista.

Aproveitando o gancho do tal "Dia do Amigo" que foi comemorado na segunda-feira vou falar algumas coisas sobre esse negócio de amizade e tentar diferenciar da "amizade" que eu vejo muito por aí.

A gente conhece pessoas em todos os lugares que a gente frequenta: na vizinhança, na sala de aula, no trabalho, nos locais de diversão, etc., mas quantos a gente pode verdadeiramente chamar de amigos no sentido de que são pessoas em quem a gente pode confiar, que a gente pode contar.

Estou dizendo isso porque o que eu vejo é que conhecemos cada vez mais pessoas mas poucas são as que a gente mantém contato. Há inclusive um abuso da palavra amigo. Chamamos qualquer um de amigo, de forma até pejorativa como se quiséssemos depreciar a pessoa. E quando se envolve o "gostar de alguém" então fazem isso com maestria, vou explicar como.

Quando um cara está a fim de uma menina e a menina não quer nada com ele (ou vice-versa), mesmo achando o cara legal e bonito e tudo o mais, vem falar pra ele para que fiquem amigos, mas na verdade querem apenas minimizar o prejuízo de magoar alguém. O problema é que muitas pessoas já estão calejadas de ouvir isso e acabam ficando mais magoadas ainda.

Amizade, aliás, qualquer tipo de sentimento ou coisa do gênero, a gente não afirma pra dizer "Você é meu amigo". Sentimento a gente percebe na cara das pessoas, no comportamento das pessoas, não precisa ficar dando nomes pra isso. A gente pode até se enganar, mas nunca deixa de sentir alguma coisa, afinal somos seres humanos e se Deus nos deu essa capacidade de poder amar, sofrer, ser feliz, triste, raivoso, etc. devemos aprender a fazer bom uso disso. Pelo nosso bem e pelo bem dos outros.

Amizade é muito mais do que uma palavra, quando alguém é seu amigo mesmo você sabera, simplesmente saberá. Esse, tomara, seja apenas o início de uma grande disccusão sobre o assunto. Vejamos onde isso vai parar.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Sinal dos tempos

Apesar de Lula e Collor estarem em destaque, nesta foto também estão presentes FHC e Sarney. Só faltou o Itamar.

Ocupado com a série de aberturas de desenhos acabei deixando de falar sobre isso, mas não podia deixar de comentar assim que pudesse novamente.

Eu sou mesmo um profeta. Profeta do apocalipse é verdade, mas profeta.

No dia 3 de julho escrevi um texto explicando os motivos de Lula estar defendendo Sarney das acusações que ele vem sofrendo e das ameaças que lhe estão fazendo para deixar a presidência do Senado. Disse que com isso ele estaria cambiando sua posição política e a do partido, a que fez com que as pessoas o elegessem em 2002, em troca de apoio (e mais votos) para o PT em 2010.

E caí na asneira de questionar se o próximo passo seria defender Collor.

Pois não deu outra. Aconteceu no dia 14 deste mês em uma inauguração em Palmeira dos Índios (AL). na minha opinião ele perdeu uma boa hora de se poupar de discursos no evento, mas em vez disso ele preferiu se comparar a Collor.

Desse jeito nem precisa de Veja pra detonar sua imagem.

Se alguém entrasse em coma no fim de 1989 e acordasse agora ia pensar no mínimo que veio parar no purgatório. Isso me lembra inclusive um quadro do antigo programa Viva o Gordo onde Jô Soares interpretava um general que acordava de um coma na Nova República e gritava "tira o tubo, tira o tubo!".

2010: tenha medo.

Debate em 1989. Quem diria hein!

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Desenhos anos 80 - Parte 8

É isso mesmo que vocês leram, parte 8. "Mas não ia só até a 7 lá no Youtube?" perguntarão alguns.

A resposta é sim, porém para corrigir (mais uma) injustiça este vídeo acaba de sair do forno para confirmar que quanto mais se escava neste tema, mais se descobre coisas interessantes, e mostra também que os desenhos são uma fonte inesgotável de variedades. E de saudades.

O negócio lá no canal anda tão pesado que meu vídeo foi marcado logo de cara (e eu postei hoje) como possível utilização indevida de direitos autorais, podendo o mesmo ter o mesmo destino do vídeo cinco. Então logo todos estes desenhos estarão registrados eternamente aí do lado na barra lateral.

Com vocês, a oitava parte.

video

Aqui estão presentes:
  • Zillion
  • Spiral Zone
  • Danger Mouse
  • Pac-Man
  • Escola de Heróis (Hero High - abertura em português)
  • Paw-Paws, os Ursinhos Mágicos (The Paw-Paw Bears)
  • Teddy Ruxpin
  • Alf, o ETeimoso - o desenho (The Alf Tales)
  • Garfield e Seus Amigos (Garfield and Friends)
Para baixar o vídeo cique aqui.


***

Atualização: Com 50% de votos, Zillion foi eleito o melhor desenho desta série. Ao fim de todas as votações será feita uma enquete final com os vencedores de cada série para escolher O melhor desenho dos anos 80. Participe.

domingo, 19 de julho de 2009

Desenhos anos 80 - Parte 7

Um vídeo só não foi suficiente para acomodar todos aqueles desenhos sugeridos por quem assistiu a todas as partes, então foi necessário um novo vídeo - um sétimo vídeo.

Um pecado cometido por mim inclusive entrou aqui: esqueci Os Wuzzles que foi o primeiro desenho da retomada da Disney, depois daí veio Duck Tales e o resto da história todos já sabem.

Será que este é o último vídeo? Vai saber. Tem coisas que são boas demais para acabar então não vou usar nunca o termo última parte.

Com vocês, a sétima parte.

video

Aqui estão presentes:
  • Os Wuzzles (The Wuzzles)
  • O Pequeno Scooby Doo (A Pup Named Scooby Doo)
  • Os Flintstones nos Anos Dourdos (The Flintstone Kids)
  • Dinosaucers
  • Rambo
  • Bravestarr
  • Centurions
  • Denver, o Dinossauro (Denver the Dinosaur)
  • As Aventuras de Bill & Ted (Bill & Ted's Excellent Adventure)
Para baixar o vídeo clique aqui.

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Atualização: Houve um empate entre dois desenhos para a escolha do melhor desenho desta série entre Os Flintstones nod Anos Dourados e As Aventuras de Bill & Ted - os dois com 50% cada. Num segundo turno entre os dois, com 100%(!) dos votos, Os Flintstones nos Anos Dourados foi eleito o melhor desenho desta série. Ao fim de todas as votações será feita uma enquete final com os vencedores de cada série para escolher O melhor desenho dos anos 80. Participe.

sábado, 18 de julho de 2009

Desenhos anos 80 - Parte 6

A princípio tinha feito cinco vídeos para colocar no Youtube e tinha achado que tinha comtemplado muita coisa. Porém chegaram várias mensagens com pedidos de desenhos que não entraram na coletânea. A maioria não fazia sentido - pedia desenhos como Pica-Pau, Tom e Jerry (anos 40 e 50) Flintstones e Jetsons (anos 60) entre vários desenhos da Hanna-Barbera, a grande maioria da década de 70, assim como desenhos como Perdido nas Estrelas e o Fantástico Mundo de Bobby (anos 90).

Mas teve aqueles pedidos sensatos, daqueles que perceberam que os desenhos são da década de 80. Então foi necessário fazer uma nova coletênea um 6° quinto(!) de vídeos. O vídeo dos esquecidos.

Com vocês, a sexta parte.

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Aqui estão presentes:
  • Homem Aranha e Seus Incríveis Amigos (Spider Man and His Amazing Friends)
  • O Pequeno Príncipe (The Adventures of The Little Prince)
  • Don Drácula (Don Dorakyura - abertura em português)
  • Super Tiras (Shirt Tales)
  • Turma da Pesada (Beverly Hills Teens)
  • Ewoks (The Ewoks)
  • Zorro (The Lone Ranger)
  • Capitão Marvel (Captain Marvel)
  • As Novas Aventuras do Super Mouse (Mighty Mouse - The New Adventures)
Para baixar o vídeo clique aqui.

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Atualização: Houve um empate entre dois desenhos para a escolha do melhor desenho desta série entre Homem Aranha e Seus Incríveis Amigos e O Pequeno Príncipe - os dois com 36% cada. Num segundo turno entre os dois, com 60% de votos, O Pequeno Príncipe foi eleito o melhor desenho desta série. Ao fim de todas as votações será feita uma enquete final com os vencedores de cada série para escolher O melhor desenho dos anos 80. Participe.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Desenhos anos 80 - Parte 5

Um dos motivos pelo qual estou colocando estes vídeos agora também no meu blog está presente nesta parte da coletânea.

Há algum tempo atrás, alguém reclamou os direitos sobre a música da abertura de Inspetor Bugiganga, por conta disso o Youtube cortou o áudio do vídeo. De todo o vídeo.

Agora por conta disso volto a disponibizar a parte 5 com o áudio restaurado.

Aqui vocês encontrarão clássicos, seja do videogame (Super Mario Bros e The Legend of Zelda), da comédia (Dennis, o Pimentinha e o próprio Inspetor) ou da aventura (Capitão Planeta, Tartarugas Ninja e o maior de todos - Caverna do Dragão).

Com vocês, a quinta parte.

video

Aqui estão presentes:
  • Super Mario Bros
  • Zelda (The Legend of Zelda)
  • Loucademia de Polícia (Police Academy)
  • Inspetor Bugiganga (Inspector Gadget)
  • Dennis, o Pimentinha (Dennis the Menace)
  • Capitão Planeta (Captain Planet and The Planeteers - abertura em português)
  • As Tartarugas Ninja (Teenage Mutant Ninja Turtles)
  • Caverna do Dragão (Dungeons & Dragons)
Para baixar o vídeo clique aqui.

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Atualização: Com 55% de votos, Caverna do Dragão foi eleito o melhor desenho desta série. Ao fim de todas as votações será feita uma enquete final com os vencedores de cada série para escolher O melhor desenho dos anos 80. Participe.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Desenhos anos 80 - Parte 4

Tirem os meninos da sala, na quarta parte de desenhos só coisinhas fofinha e cheias de frufrus rosinha tem vez. Nesta parte entraram os desenhos mais voltados para as meninas, tanto que até a chamada é rosa. É hora de pegar suas coleções de papel de carta.

Sim, as meninas também foram alvo da sanha mercadológia oitentista e foram comtempladas com desenhinhos de encher os olhos. Os representantes mais fiéis deste jeito "veja na TV e compre o brinquedo depois" presentes aqui são Moranguinho, Rainbow Brite e Meu Pequeno Pônei.

Há espaço também para uma abertura que eu considero a que tem a pior música - a do desenho do D'Artagnan (que em Portugal é D'Artacão).

Aqui também entra uma exceção, um seriado entra no meio de tantos desenhos, mas só entra porque possui um homônimo animado: trata-se de Punky, A Levada da Breca. Ao que me conta o desenho é que é derivado do seriado.

"É hora do show Energia!"

Com vocês, a quarta parte.

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Aqui estão presentes:
  • D'Artagnan e os Três Mosqueteiros (Dogtanian and The Three Muskehounds - abertura em português)
  • Honey Honey (Honey Honey No Sutekina Bouten)
  • Meu Pequeno Pônei (My Little Pony)
  • Rainbow Brite
  • Moranguinho (Strawberry Shortcake)
  • Jem e as Hologramas (Jem and The Holograms - abertura em português)
  • Punky - o desenho (Punky Brewster)
  • Punky, a Levada da Breca (Punky Brewster - abertura em português)
  • Snoopy (The Charlie Brown and The Snoopy Show)
Para baixar o vídeo clique aqui.

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Atualização: Houve um empate entre dois desenhos para a escolha do melhor desenho desta série entre Punky e Snoopy - os dois com 22% cada. Num segundo turno entre os dois, com 66% de votos, Snoopy foi eleito o melhor desenho desta série. Ao fim de todas as votações será feita uma enquete final com os vencedores de cada série para escolher O melhor desenho dos anos 80. Participe.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Desenhos anos 80 - Parte 3

Uma coisa interessante de se observar é que os desenhos que passavam na Globo tinham suas aberturas eliminadas (caso de Caverna do Dragão) ou suprimidas drásticamente (caso de He-Man), por isso muitas dessas aberturas soam como inéditas para quem não viu o desenho em outros canais (Thundercats mesmo saiu da Globo e passou para o SBT, onde finalmente sua abertura foi exibida).

Aqui na terceira parte de desenhos temos o exemplo dos Smurfs, que fez o maior sucesso o Brasil mas que ninguém sabia como era a abertura. Tem também um clássico dos 80 e que tem uma música de abertura que está sempre presente em músicas retrô - A Nossa Turma.

Com vocês, a terceira parte.

video

Aqui estão presentes:
  • Kissyfur
  • Smurfs
  • Snorks
  • Heathcliff
  • A Nossa Turma (The Get Along Gang)
  • Popples
  • Muppet Babies
  • Cavalo de Fogo (Wildfire - abertura em português)
  • Thundarr, O Bárbaro (Thundarr, The Barbarian)
Para baixar o vídeo clique aqui.

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Atualização: Houve um empate entre três desenhos para a escolha do melhor desenho desta série entre Os Smurfs, A Nossa Turma e Cavalo de Fogo - os três com 28% cada. Num segundo turno entre os três, com 68% de votos, Cavalo de Fogo foi eleito o melhor desenho desta série. Ao fim de todas as votações será feita uma enquete final com os vencedores de cada série para escolher O melhor desenho dos anos 80. Participe.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Desenhos anos 80 - Parte 2

Nesta segunda parte da série de desenhos animados dos anos 80 entram mais desenhos de aventura, mas com uma linha meio diferente dos do primeiro vídeo. Tem também aqueles baseados em filmes famosos (como Robocop e Caça-Fantasmas) e um penetra no Final que deveria ter ficado no próximo vídeo - a parte 3 - por ser... hum... digamos... fofo demais, ainda mais comparado com os desenhos do início. Para completar há os desenhos que marcaram a volta da Disney ao mercado de animação depois de anos sem novas produções.

Uma curiosidade: houveram dois desenhos com o nome Caça-Fantasmas (Ghostbusters), um deles baseado no filme homônimo que foi uma dos sucessos de bilheteria dos anos 80. Porém o desenho, digamos, genérico é mais antigo, o que obrigou a versão animada do filme a ter que mudar o nome, ficando como "The Real Ghostbusters" (Os Autênticos Caça-Fantasmas).

Com vocês, a segunda parte.

video

Aqui estão presentes:
  • Pole Position
  • Transformers
  • Comandos em Ação (G.I. Joe)
  • Robocop
  • Caça-Fantasmas (The Real Ghostbusters)
  • Os Fantasmas (Ghostbusters)
  • Duck Tales (abertura em português)
  • Tico e Teco e os Defensores da Lei (Chip'n Dale and the Rescue Rangers)
  • Os Ursinhos Gummi (Disney's Adventures of the Gummi Bears)
  • Ursinhos Carinhosos (Care Bears)
Para baixar o vídeo clique aqui.

***

Atualização: Com 48% de votos, Duck Tales foi eleito o melhor desenho desta série. Ao fim de todas as votações será feita uma enquete final com os vencedores de cada série para escolher O melhor desenho dos anos 80. Participe.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Desenhos anos 80 - Parte 1

Há dois anos atrás coloquei em meu canal do Youtube uma série de cinco vídeos com aberturas de desenhos animados dos anos 80, apenas a título de curiosidade e para que eu pudesse ver quando quisesse.

Passado poucos dias percebi que muitas pessoas haviam gostado e os vídeos acabaram por ter um sucesso que eu mesmo não esperava. Num instante já havia sido ultrapassada a marca de dez mil exibições em cada vídeo e comentários pululavam, desde os mais críticos aos mais emocionados. Muitos dos que comentaram depois puxaram da memória alguns desenhos que haviam ficado de fora, resultando em mais dois vídeos, completando um total de sete.

Porém sempre fui avesso com o que o Youtube me oferecia para gerenciar o canal. Além disso a carga de mensagens excedeu minhas expectativas de um jeito que fiquei impossibilitado de atender a todos. Por conta disso o canal acabou ficando esquecido por mim.

Até que um dia desses o áudio do quinto vídeo foi cortado - alguém havia requerido os direitos sobre a música do Inspetor Bugiganga - resultando num vídeo mudo. Isto acendeu o alerta: se eu não fizesse alguma coisa perderia os vídeos, o canal, tudo.

Por conta disto, dedicarei esta semana a publicar os vídeos contendo as aberturas de desenhos aqui no blog. já comecei o trabalho de divulgação no canal do Youtube e em cada dia colocarei um deles aqui para que fiquem disponíveis para mais pessoas.

Então o primeiro da série são os que podemos chamar de desenhos de aventura, o duelo entre o bem e o mal na sua maior plenitude.

video

Aqui estão presentes:
  • He-Man (abertura brasileira)
  • She-Ra (abertura brasileira)
  • Thundercats
  • Silverhawks
  • Galaxy Rangers
  • Defensores da Terra (Defenders of The Earth)
  • Jayce e os Guerreiros do Espaço (Jayce and the Wheeled Warriors)
  • MASK
Para baixar o vídeo clique aqui.

***

Atualização: Com 52% de votos, Thundercats foi eleito o melhor desenho desta série. Ao fim de todas as votações será feita uma enquete final com os vencedores de cada série para escolher O melhor desenho dos anos 80. Participe.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

O "pife"

Seu Zé e a nova turma de pifeiros felizes formada neste semestre.

Desde o fim de maio que queria escrever sobre este assunto, mas aí caiu um avião, a gripe suína chegou no brasil, as festas juninas começaram, o Michael Jackson morreu, e por aí foi. Agora finalmente tenho condições de fazer um texto respeitável para falar sobre o pífano.

No fim de maio inciou-se a oficina de pífano oferecida pela Diretoria de Esportes, Arte e Cultura (DEA) da UnB. A mesma ocorre atualmente em todo semestre no Departamento de Música e as aulas são ministradas pelo Seu Zé do Pife.

Seu Zé é agricultor, sempre foi, e, salvo engano meu, mora no Incra 8 (lá pros lados de Brazlândia). Segundo o que ele disse, fabrica seus "pifes" desde pequeno e aprendeu a tocar sozinho na roça em São José do Egito, Pernambuco. Lá participou de bandas rurais e tudo o mais que havia.

Aí veio morar aqui em Brasília, e pelo que me contaram ele pegava os "pifes" que fabricava e levava para vender no campus da UnB, principalmente no Minhocão. Aí alguém ligado à DEA provavelmente propôs que ele ensinasse aos alunos da UnB a tocar o instrumento como atividade extra-curricular, uma oficina como acabou sendo.

Depois de ter perdido o prazo no semestre passado não quis correr riscos desta vez, assim que soube da nova oficina marquei na agenda para ir fazer minha inscrição no dia em que as mesmas fossem abertas. Feito isso aguardei as aulas: seria o primeiro instrumento musical que eu dominaria (e isso não é pouca coisa hehe) e aí conheci seu Zé e tive meu primeiro e hilário contato com o instrumento - não conseguia soprar para sair nota nenhuma. E lá se foi a primeira aula pois perdi a semana inteira até que conseguisse sair o primeiro "lá".

Também depois disso saí tirando tudo de letra. Depois que você aprende a soprar fica fácil tanto aprender as músicas que nos ensinam como tirar outras de ouvido, de lá pra cá já tirei umas três como autodidata. Ao fim das aulas todos faríamos uma apresentação no Udefinho pra botar todo o aprendizado na prática. Rodamos todo o ICC Centro e fechamos fazendo uma alvorada. Depois o show foi todo de Seu Zé e das Juvelinas, um grupo de meninas que tocam com ele.

O exemplo de Seu Zé se tornou emblemático por conta de uma coisa que ele falou na primeira aula e que me marcou: Ele não sabe ler nem escrever, mas mesmo assim ele estava lecionando em uma das maiores universidades do Brasil, e para uma turma de jovens que estava com bastante curiosidade para aprender com ele as lições que a vida lhe trouxe, e que vão muito além do "pife".

Ao Seu Zé, só tenho o que agradecer por mais esta lição que aprendi. De tocar e de viver.

terça-feira, 7 de julho de 2009

E tudo mudou...


Luis Fernando Veríssimo

O rouge virou blush
O pó-de-arroz virou pó-compacto
O brilho virou gloss
O rímel virou máscara incolor
A Lycra virou stretch
Anabela virou plataforma

O corpete virou porta-seios
Que virou sutiã
Que virou lib
Que virou silicone

A peruca virou aplique, interlace,
megahair, alongamento
A escova virou chapinha
"Problemas de moça" viraram TPM
Confete virou MM
A crise de nervos virou estresse
A chita virou viscose.

A purpurina virou gliter
A brilhantina virou mousse
Os halteres viraram bomba
A ergométrica virou spinning
A tanga virou fio dental
E o fio dental virou anti-séptico bucal

Ninguém mais vê...

Ping-Pong virou Babaloo
O a-la-carte virou self-service
A tristeza, depressão
O esparguete virou Miojo pronto
A paquera virou pegação
A gafieira virou dança de salão
O que era praça virou shopping
A areia virou ringue
A caneta virou teclado

O long play virou CD
A fita de vídeo é DVD
O CD já é MP3
É um filho onde éramos seis

O álbum de fotos agora é mostrado por email
O namoro agora é virtual
A cantada virou torpedo
E do "não" não se tem medo
O break virou street
O samba, pagode
O carnaval de rua virou Sapucaí
O folclore brasileiro, halloween
O piano agora é teclado, também
O forró de sanfona ficou electrónico
Fortificante não é mais Biotónico
Bicicleta virou Bis
Polícia e ladrão virou counter strike
Folhetins são novelas de TV

Fauna e flora a desaparecer
Lobato virou Paulo Coelho
Caetano virou um chato
Chico sumiu da FM e TV
Baby se converteu
RPM desapareceu
Elis ressuscitou em Maria Rita?
Gal virou Fénix

Raul e Renato, Cássia e Cazuza,
Lennon e Elvis,
Todos anjos
Agora só tocam lira...

A AIDS virou gripe
A bala antes encontrada agora é perdida
A violência está coisa maldita!
A maconha é calmante
O professor é agora o facilitador
As lições já não importam mais
A guerra superou a paz
E a sociedade ficou incapaz...De tudo.
Inclusive de notar essas diferenças.

sábado, 4 de julho de 2009

Só pra complementar...

O Escuta Essa! do UOL esta semana tocou bem na ferida que eu já tinha cutucado.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Lula sequestrado

Foto: Jorge Araújo/Folha

O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi feito refém, o desenrolar dos acontecimentos e seu possível desfecho terá enorme influência sobre a disputa eleitoral de 2010.

Mas calma, nosso mandatário maior não está em cativeiro, ou seja, não houve um sequestro de verdade, porém ele é refém sim como afirmei acima e ele está sim em poder de, digamos, "bandidos".

O Congresso Nacional (tanto Senado como Câmara) perdeu completamente a credibilidade perante a nossa eterna pacata população, o que à nível de Brasil, como todos sabemos, não quer dizer nada. Mas mais pra frente eu retomo este assunto.

José Sarney, que como falei no texto anterior é o ícone da escalada inflacionária, segue cada vez mais pressionado para deixar a presidência da casa. É o máximo que se consegue exigir de punição para um cacique da envergadura dele, qualquer exigência além disso será inócua. Mas eis que vem um apoio até esperado, mas mesmo assim surpreendente - de quem? Ora, do nosso querido Lula-lá.

Até as baratas do Palácio do Planalto sabem que Lula não está apoiando Sarney por acreditar na inocência ou na amenidade dos atos do bigodudo e de seus excelentíssimos colegas de trabalho e subordinados. O motivo é que Sarney é do PMDB, e o PMDB é um aliado fundamental não só para garantir os interesses governistas no congresso, mas para viabilizar o (até agora) nome de Dilma Rousseff como sucessora de Lula no ano que vem. Resumo da ópera: nunca ficou tão evidenciado como agora a verdadeira natureza do PMDB do presente - um partido sem identidade, sem ideologia, que serve apenas pra abrigar (e proteger, por que não) caciques como Sarney, Jáder, Renan, Íris, Roriz, Simon, Jarbas, Temer, (aff... melhor parar), gente que pratica o mais puro fisiologismo - até na Wikipedia isto está registrado.

Se Lula age assim porque mudou seus ideais ou porque ficou deslumbrado com o poder não sei dizer, tudo aponta pra tal, mas prefiro dizer que ele foi é engolido pelo poder, o poder dos verdadeiros donos dele, pois se Lula é popular e atrai muitos votos ele praticamente faz este papel sozinho no PT, enquanto no PMDB estão representados diversos currais eleitorais: votos e apoio essenciais para se manter no poder.

Mesmo a tese de que Lula foi engolido é de se lamentar. muitos queriam que o presidente mantivesse a posição que fez com que seus eleitores depositassem sua confiança nele, mas isso está cada vez mais utópico.

Qual será o próximo passo? Defender Collor? Ah não, ele é do PTB aí é mais difícil.

Mas o que dá a força necessária para que o presidento fique nas mãos do PMDB é a força política de seus nomes mais importantes. Estes nomes que eu citei acima e que estão além do bem e do mal - nisso faz sentido dizer que Sarney não é uma pessoa comum, vai dizer isso aos seus eleitores no Amapá e no Maranhão.

Como todos eles tem votos garantidos para a eternidade e protestar contra abuso de poder aqui no Brasil é coisa de desocupado que congestiona o trânsito, eles ficam lá e nós cá, e todos continuam felizes para sempre. Todos, menos a moralidade, isso é coisa de gente chata e amargurada.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Real 15 anos

Última cédula de Cruzeiro Real
Uma cédula de CR$ 50.000,00 equivalia a R$ 18,18 em 01/07/1994 - Fonte e imagens: BCB

Se não fosse o Rafael a comentar provavelmente esta data passaria em branco. Neste dia primeiro de julho o Real completa quinze anos como moeda corrente do Brasil. E se a data passa quase esquecida, o país daquela época e a nossa relação com o dinheiro, ah, essa anda mais esquecida ainda.

Eu tinha doze anos na época da implantação do Real. Não era de receber mesada - quando queria comprar alguma coisa tinha que contar com a disposição do meu pai para me prover monetariamente. Tal procedimento vinha desde que eu me entendia por gente e a moeda da época ainda era o cruzado ("bons" tempos do Sarney e do Bresser), desde então me habituei a pedir dinheiro pra compra balinha, chocolate, figurinhas, jogar vídeo-game (pois é, quem não tinha em casa ia jogar na locadora), etc, tudo picado. Como era comum pedir a conta certa, mais comum ainda era voltar alegando que "o preço aumentou", tendo então que pedir a diferença para comprar o que eu queria.

"O que significa isso?", perguntarão os mais novos. Já os mais velhos vão lembrar muito bem e até vão dar risada. As coisas naquela época não dificilmente aumentavam de preço todo mês, ou até em menos tempo dependendo, ou seja, se uma coisa custava digamos Cr$ 200,00; no dia seguinte poderia estar custando Cr$ 220,00; no outro mês Cr$ 250,00 e assim por diante.

Lembro que a quantidade de dinheiro que até hoje considero com a maior que já achei na rua foi de CR$ 15.000,00 (quinze mil cruzeiros reais) em três cédulas de CR$ 5.000,00 (aquela que vinha o gaúcho). Não me lembro exatamente o que comprei com o dinheiro mas sei que deu pra bastante coisa.

Aí naqueles tempos de Sunab anunciaram a criação da tal da URV: o primeiro passo para a adoção da moeda que acabaria de vez com o dragão da inflação. A cada dia o seu valor era modificado e anunciado no Jornal Hoje junto com outros índices monetários (dólar turismo, comercial, paralelo; Bolsa de SP e do RJ; valor da grama do ouro; etc.). Já foi o primeiro passo, o segundo seria dado no tal dia 01/07.

Quando chegou a tão aguardada data estávamos no meio da Copa do Mundo. O primeiro contato que tive com a nova moeda não foi com uma moeda, mas com uma cédula, e logo a mais simbólica de todas: a de R$ 1,00 que aparece aí em cima e que hoje jaz no céu das cédulas fora de circulação. Como a nota chegou até mim? Pedindo pro meu pai claro, e provavelmente pra comprar Skiny - havia uma coleção de figurinhas da copa que vinha dentro do saquinho na época.

Hoje temos uma economia calminha e nossa maior preocupação monetária é o sobe-e-desce do dólar. O ministro já não é mais o homem que aparece mais do que o presidente e a poupança deixou de ser o principal produto que os bancos oferecem. As história daquela época da qual hoje achamos graça serve de "lastro" para que valorizemos estes tempos de estabilidade.

A curiosidade final é que não temos mais os Fiscais do Sarney como na década de 80, agora o povo quer é botar ele, que é o símbolo maior da escalada inflacionária, pra fora do senado. Como o mundo dá voltas não é mesmo?

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Para quem quiser conhecer as cédulas antigas de Cr$, NCr$, Cz$, NCz$ e CR$ o Banco Central possui uma página legal com imagens de todas as cédulas e moedas fabricadas de 1942 até hoje. Vale a pena fazer uma visita.