sexta-feira, 19 de junho de 2009

E o Zé Gotinha?


O pessoal dos Mamonas Assassinas mesmo diziam: mês de agosto sempre tem vacinação. A frase ficou eternizada na música Cabeça de Bagre II (da qual talvez nunca saberemos qual era a I). O saudoso grupo já atestava uma coisa que já era considerada tradição naquele anos de 1995 - a campanha de vacinação, especialmente contra a pólio.

Lembro muito bem de como eram, havia uma mobilização, cobertura com flashes durante a programação da Globo no sábado em que ocorria a campanha, propaganda maciça por todo lado e a presença constante daquele que acabaria por virar o ícone da importância que a vacinação tomou - o Zé Gotinha.

Esta importância remonta às origens das campanhas, ainda na década de 60. Porém foi na década de 80 que a vacinação ganhou sua maior magnitude com todos os elementos listados no parágrafo anterior. E assim não só a pólio, mas doenças como coqueluche, difteria e tétano deixaram de assombrar a população - só para se ter uma idéia em 2009 está fazendo 20 anos do último diagnóstico de poliomielite no Brasil.

E realmente, agosto acabou virando "o mês da vacinaçao". Posteriormente a vacina passou a ser aplicada em duas doses, a primeira em junho e a segunda em agosto.

Hoje com estas doenças distantes de nosso cotidiano (hoje quem assombra é a gripe suína) as campanhas não ocupam a mídia tanto quanto ocupavam antigamente e até mesmo Zé Gotinha não é tão lembrado como era antes. Prova disso é que só fiquei sabendo ontem que ia ter a campanha deste ano ao ouvir no rádio, mas provavelmente foi falta de atenção de minha parte. Talvez naquela época, como era criança, toda movimentação deste tipo acabava por deslumbrar a gente, ainda mais quando somos o público alvo. Por isso acredito que não é a campanha que diminuiu a divulgação, mas a gente (ou eu) que passou a prestar menos atenção nela.

Mesmo assim as campanhas tem conseguido números e resultados satisfatórios, ainda assim devemos atentar para o que diz o Ministério da Saúde na campanha deste ano, não dá pra vacilar pois se o vírus não faz mais vítimas há tanto tempo no Brasil, em outros lugares do mundo ela ainda está presente, sendo endêmica em lugares como na Índia por exemplo, então pra o vírus voltar não será muito difícil se acabarmos abrindo brechas para que isto ocorra.

No fim das contas estou falando disso tudo pra lembrar que amanhã é dia de levar as crianças com menos de 5 anos para tomar a primeira dose da vacina. Haverá postos de vacinação não só em postos de saúde mas também em postos colocados em escolas, shoppings e supermercados. Zé Gotinha pode não ter a mesma popularidade da década de 80 mas ela ainda é importante para a saúde de nossos filhos.

Veja aqui a relação de postos de vacinação.

Clique aqui e saiba mais sobre a campanha.

Esse recadinho é, em especial, para um casalzinho que recebeu uma visita da cegonha recentemente. Ana Paula e Pimenta, não esqueçam de levar o João Vitor para conhecer o Zé Gotinha.

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Um comentário:

  1. Obrigado pela lembrança Tio Clébio, mas filho babão segue a risca o calendário de vacinas. Já lembrou o amiguinho Nathan, filho da Tia Erika e do Tio Augusto (http://coisasladecasa.blogspot.com/) ?

    Abraços, João Vitor babinha (babão é o pai!...)

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